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Independência do Brasil

Prestigiado nesta data, Hino Nacional é ensinado na escola

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postado em 06/09/2016 20:50

Portal MEC /MEC

A narrativa do Hino Nacional, que trata em boa parte da natureza exuberante do Brasil, começa às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, quando o imperador Dom Pedro I declarou a independência do país a Portugal. Apesar de não haver comprovação histórica de que o português estaria de fato por perto do rio em 7 de setembro de 1822, o conto se popularizou assim e, nove anos depois do fato histórico, surge o Hino Nacional com a referência.

 

A conhecida canção foi composta por Francisco Manuel da Silva, mas o responsável pelas palavras cantadas foi o poeta Joaquim Osório Duque Estrada, que ocupou a cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL). O hino ficou tão famoso que se manteve mesmo depois da Proclamação da República, por pressão popular.

 

Ensinado na educação básica brasileira, o Hino Nacional é conhecido por ser bastante rebuscado. A ordem invertida das frases, por exemplo, é trabalhada em aulas de português em todo país. “Tenho a impressão de que essa característica pode ser encontrada em outros hinos. O da Argentina também é assim, bem como o do Uruguai e da Colômbia. Eles são construídos em uma época e passam a ser o símbolo de uma nação. Não podem ser trocados a cada momento”, avalia Cláudio Mello Sobrinho, lexicógrafo da ABL.

 

A linguagem usada na música pode ser explicada pelo momento em que ela foi escrita, bem como pelas referências do autor. “O Duque Estrada era um poeta da época do Romantismo, com algumas influências do Parnasianismo. A letra do Hino Nacional é toda invertida, cheia de imagens que remetem ao período romântico, de descrição da natureza, e ao mesmo tempo tem uma sintaxe extremamente elaborada, característica dos parnasianos”, explica Mello Sobrinho.

 

Para o lexicógrafo, a desinformação sobre o significado do hino mostra como a música é desprestigiada entre os brasileiros. “Não vivemos em uma época de grandes patriotismos, não se trata mais desses assuntos. Isso exige convicção das pessoas, maior participação da vida social e econômica do país”, avalia Mello Sobrinho.

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