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Resultados do Ideb mostram necessidade de reforma no sistema educacional

Do primeiro ao quinto anos, houve avanços. Situação no nível médio é mais crítica

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postado em 09/09/2016 06:46 / atualizado em 09/09/2016 10:38

Elza Fiúza/Agência Brasil

A educação brasileira, em geral, continua avançando, mas a passos mais lentos que o esperado. É o que apontam dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ontem. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º, as metas colocadas pelo Ministério da Educação (MEC) foram superadas em 2015, com o índice de 5,5 pontos na média nacional, batendo os 5,2 estipulados. No desempenho por unidade federativa, apenas Distrito Federal, Rio de Janeiro e Amapá ficaram aquém do esperado.



Nos anos finais, do 6º ao 9º, a evolução foi bem mais lenta e o índice nacional não é maior que o objetivo desde 2011 quando alcançou a nota de 3,9 frente aos 3,8 esperados para aquele ano. Em 2015, a nota ficou 0,2 ponto abaixo do objetivo, alcançando 4,5 contra o objetivo de 4,7. A diferença é a mesma da medida em 2013, quando o ideal era 4,4 e o real foi 4,2 pontos. Entre os estados, apenas cinco superaram a meta: Goiás, Ceará, Mato Grosso, Amazonas e Pernambuco.

Mas o pior quadro é o do ensino médio — cujos resultados não avançam desde 2011. Naquele ano, o nível alcançado foi exatamente o estabelecido, 3,7 pontos. O número se manteve em 2013, apesar de o MEC mirar em 3,9; e em 2015, quando o plano era alcançar o patamar de 4,3. Só Piauí e Goiás ficaram acima do ideal.

“É difícil a gente traçar uma causa única para esses números, mas é preciso que haja uma maior integração entre as políticas públicas definidas pelo ministério e a participação dos estados e municípios na efetivação delas. Nos anos iniciais, o Brasil alcançou a meta, mas, quando você vai para os anos finais, é bastante complicado. Não há nada para se celebrar, muito pelo contrário, o quadro é caótico”, enfatizou o ministro da Educação, Mendonça Filho, durante a coletiva de imprensa.

Modelo
Respaldado pela estagnação das notas do ensino médio, o ministro da Educação afirmou que a renovação do currículo deve começar em 2017. “Quero que o projeto de lei do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG) seja votado e aprovado em regime de urgência ainda neste ano. Caso não haja essa possibilidade, vamos levar ao presidente Temer o pedido para que a mudança seja editada na forma de medida provisória. Uma reforma importante como essa não pode ficar esperando janela de oportunidade no Congresso”, afirmou Mendonça Filho.

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