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Educação básica

Escola do Ceará resgata valor histórico dos engenhos de cana

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postado em 28/09/2016 18:10

Portal MEC /MEC

Desde o descobrimento até a independência do Brasil, o açúcar, sozinho, rendeu aos cofres portugueses mais que as exportações de arroz, algodão, fumo, madeira, café e ouro somadas. Os engenhos de cana-de-açúcar ainda remanescentes no país representam a história viva dessa época, mas são desconhecidos e pouco valorizados.

 

Atentos a essa realidade, estudantes do ensino médio da Escola Ronaldo Caminha Barbosa, em Cascavel, Ceará, criaram o projeto Engenhos de Memória: História e Patrimônio Cultural do Período Colonial à Modernidade. Na pesquisa, eles destacam a informação publicada em História Geral da Agricultura Brasileira, de Luís Amaral, de que o açúcar rendeu durante esse período nada menos do que 800 milhões de libras esterlinas, o que, em valores atualizados, ultrapassaria os R$ 3,37 bilhões.

 

O principal objetivo do projeto, de acordo com o professor orientador Cláudio Henrique Soares, é fazer com que a população local conheça a relevância histórica e social dos engenhos. “Eles fazem parte da construção da história do Brasil. É um resgate, é a valorização desse patrimônio. O projeto chama a atenção da sociedade para esse valor histórico, para a representatividade cultural das moendas de cana”, afirmou.

 

Depois de mapear todos os engenhos existentes na região, por meio de pesquisas em campo, os alunos envolvidos no projeto criaram o material Engenho Didático, um jogo temático de tabuleiro, um roteiro turístico com ênfase na história local e o blogue Engenho Virtual.

 

De acordo com o professor, a ideia deu tão certo que se transformou em política educacional nos municípios de Cascavel e Pindoretama. “Hoje, são dez escolas envolvidas, que têm atividades mensais sobre o tema”, contou. Além disso, o projeto foi premiado pela Feira Regional Estadual de Ciências e Cultura e participa, até sábado, 1º de outubro, da 22ª Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia, em Camaragibe (PE).

 

Para a diretora da escola, Iara Nogueira, a instituição, hoje, colhe os frutos do incentivo à pesquisa como prática pedagógica. Ela conta que, ao perceber, em 2013, que os alunos não tinham participação em feiras regionais e estaduais, pela ausência de projetos, incentivou a criação de uma delegação estudantil com o objetivo de movimentar a pesquisa científica dentro da escola. “Hoje, a produção científica está institucionalizada na Ronaldo Caminha Barbosa, já faz parte de nosso cotidiano. E nos ajudou a reduzir a evasão escolar e a reprovação.”

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