Educação básica

Professora conta histórias para que os alunos aprendam a gostar de ler

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postado em 21/10/2016 18:29

 

A professora Hecionéia Rocha Bassetto, conhecida como Néia, 55 anos, leciona há 24 e se dedica aos estudantes do quarto ano do ensino fundamental da Escola Estadual José dos Santos, em Aspásia (1,8 mil habitantes), São Paulo. Ela conta a história de uma professora que gostava de contar histórias. De todo o tipo. Essa professora morava em uma cidade pequena, chamada Aspásia. Sempre que podia, ela inventava algum projeto para transportar os alunos ao mundo mágico da leitura e da escrita.

Portanto, é uma história real. Com a turma, ela escreveu um livro de fábulas. Mas, até chegar à obra final, ela teve de fazer muita pesquisa e precisou de muito trabalho com as crianças. Por meio de pequenas histórias, que trazem lições de vida, brincam com personagens animados, mas com características humanas, a professora ensinou novas palavras e despertou a curiosidade para a escrita e para a leitura. “Eu falo assim: ‘Vamos buscar no texto tal palavra. Por que será que o autor a usou?’. A gente faz também o levantamento dos recursos linguísticos que o autor usou para deixar o texto mais bonito, os marcadores temporais e a descrição dos personagens”, descreve Hecionéia. “Tudo isso eu vou escolhendo com eles e anotando num cartaz para que eles, durante a escrita, possam se valer, também, do vocabulário que o autor usou.”

Para a professora, a motivação é a chave para que o aluno esteja atento e interessado em novos aprendizados. Ele precisa enxergar um sentido em tudo o que faz. “Para o aluno produzir texto de qualidade, ele precisa saber por que vai escrever o texto, quem vai ler, onde ele vai circular, qual o gênero, a estrutura do texto”, diz. E também por que desenvolver e escrever fábulas, montar um livro e saber se ele será doado a uma biblioteca.

Ao concluir o projeto, Hecionéia percebeu que seu método de ensino deu certo e que os objetivos de aprendizagem para aquele ano foram alcançados. “Isso porque contemplou as reais necessidades da turma, que eram as de desenvolver as habilidades de leitura, escrita e revisão textual”, afirma.

Para a professora, pensar, planejar essas atividades e colocar tudo em prática faz parte da sua vida. Ela se diz apaixonada pela alfabetização, pela educação. “Eu amo o que eu faço. Tenho muito zelo, muito carinho para com a aprendizagem dos alunos”, afirma. “Procuro atividades que valorizem a aprendizagem. Quando eles se envolvem com atividades significativas, com propostas definidas, a aprendizagem acontece, e aí, é claro, a escola cumpre o papel, que é o de zelar pela aprendizagem de todos os alunos.”