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Espera em fila para receber cartão de passe estudantil extrapola três horas

Longas filas foram registradas no DFTrans da Estação Central do Metrô

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postado em 23/11/2016 16:23 / atualizado em 24/11/2016 21:37

Talita de Souza *

Quem passou pelo subsolo da Rodoviária do Plano Piloto nesta quarta-feira (23) se surpreendeu com uma fila enorme, formada por pessoas que foram buscar o cartão de passe estudantil no posto do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) na Estação Central do Metro. Pessoas relataram estar na fila há três horas e meia. No caso da fila preferencial, os passageiros relataram aguardar até uma hora. Alunos e pais estavam no local para garantir o direito de passe estudantil gratuito.

 

Talita de Souza/ Esp. para o Correio

 

“Daqui 20 minutos, preciso entrar no estágio e ainda não sei quanto tempo vai demorar para eu ser atendido. Vou me atrasar, mas fazer o que? Vou falar para meu chefe que estava aqui”, conta Ruan Lucas Vieira, 18 anos, aluno do 3º ano do Colégio Brasil Central e estagiário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Quando conversou com a reportagem, o jovem estava na fila há três horas. Esta não é a primeira vez que o estudante espera muito tempo para obter o passe. Cerca de um mês atrás, o cartão de Ruan parou de funcionar e ele teve que esperar cinco horas no posto da Galeria dos Estados para ser informado que o chip queimou e que precisaria esperar mais 20 dias para ter acesso a outro.

 

Gabriel Bezerra, 20 anos, pediu o cartão em outubro e espera recebê-lo para diminuir os gastos de passagem entre a casa dele, em São Sebastião, e o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), em que cursa educação física. “Com o cartão, economizarei R$ 8 reais por dia. Ainda bem que estudo à noite, senão teria que perder aula para estar aqui”, conta o aluno.

 

“Tive que faltar no serviço hoje porque aqui demora demais”, conta, desanimada, Jaqueline Fernando, 28 anos, que trabalha como vendedora e cursa o ensino médio no modelo de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Paranoá. Elisângela Alves, 37 anos, aguarda há um mês a troca de cartão após a queima do chip. “Moro em Taguatinga Norte e estudo no UDF, então os gastos diários, de R$ 8, fazem diferença no meu orçamento”, revela. O bilhete eletrônico da filha de Lígia Monteiro também parou de funcionar pelo mesmo motivo. “O chip deve ter prazo de validade, só pode. Minha filha precisa do cartão estudantil para continuar o curso de inglês que faz no Centro Interescolar de Línguas da Ceilândia. Para estar aqui, tive que faltar aula na faculdade”, conta Lígia.

 

Talita de Souza/ Esp. para o Correio

 

Guiomar Queiroz, 51 anos, chegou às 8h ao posto do DFTrans para receber o passe estudantil da filha, Ana Beatriz Queiroz, que estuda no Centro Educacional 6 de Taguatinga. A mãe tem Síndrome de Sjögren (distúrbio do sistema imunológico caracterizado por secura nos olhos e na boca), perdeu 50% da visão de cada olho, sofreu três AVCs (acidente vascular cerebral), tem artrite e costuma andar com o laudo das necessidades especiais na bolsa, para garantir o direito de ser atendida primeiro. Mas, mesmo depois de uma hora na fila preferencial, o atendente se negou a a atendê-la, alegando que ela não tinha 60 anos de idade e recusou o pedido dela para ver o laudo médico. "O guichê preferencial não funciona. Fui maltratada", reclama Guiomar.

 

Acima do guichê de atendimento, há uma placa de sinalização e desenho para exemplificação de quem pode ser atendido: idosos, grávidas e portadores de deficiência física. Como o DFtrans estipula um prazo de dois dias para a busca dos cartões que ficaram prontos, caso contrário será preciso fazer um novo pedido, Guiomar decidiu ir pra a fila normal e esperou mais duas horas. Depois que um supervisor foi questionado pela reportagem, pediu desculpas e atendeu Guiomar. Segundo ele, que não quis se identificar, os atendentes são terceirizados e, às vezes, não são bem treinados.

 

 

Quem passou pelo subsolo da Rodoviária do Plano Piloto nesta quarta-feira (23) se surpreendeu com uma fila enorme, formada por pessoas que foram buscar o cartão de passe estudantil no posto do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) na Estação Central do Metro. Pessoas relataram estar na fila há três horas e meia. No caso da fila preferencial, os passageiros relataram aguardar até uma hora. Alunos e pais estavam no local para garantir o direito de passe estudantil gratuito.

 

Talita de Souza/ Esp. para o Correio
 

 

“Daqui 20 minutos, preciso entrar no estágio e ainda não sei quanto tempo vai demorar para eu ser atendido. Vou me atrasar, mas fazer o que? Vou falar para meu chefe que estava aqui”, conta Ruan Lucas Vieira, 18 anos, aluno do 3º ano do Colégio Brasil Central e estagiário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Quando conversou com a reportagem, o jovem estava na fila há três horas. Esta não é a primeira vez que o estudante espera muito tempo para obter o passe. Cerca de um mês atrás, o cartão de Ruan parou de funcionar e ele teve que esperar cinco horas no posto da Galeria dos Estados para ser informado que o chip queimou e que precisaria esperar mais 20 dias para ter acesso a outro.

 

Gabriel Bezerra, 20 anos, pediu o cartão em outubro e espera recebê-lo para diminuir os gastos de passagem entre a casa dele, em São Sebastião, e o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), em que cursa educação física. “Com o cartão, economizarei R$ 8 reais por dia. Ainda bem que estudo à noite, senão teria que perder aula para estar aqui”, conta o aluno.

 

“Tive que faltar no serviço hoje porque aqui demora demais”, conta, desanimada, Jaqueline Fernando, 28 anos, que trabalha como vendedora e cursa o ensino médio no modelo de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Paranoá. Elisângela Alves, 37 anos, aguarda há um mês a troca de cartão após a queima do chip. “Moro em Taguatinga Norte e estudo no UDF, então os gastos diários, de R$ 8, fazem diferença no meu orçamento”, revela. O bilhete eletrônico da filha de Lígia Monteiro também parou de funcionar pelo mesmo motivo. “O chip deve ter prazo de validade, só pode. Minha filha precisa do cartão estudantil para continuar o curso de inglês que faz no Centro Interescolar de Línguas da Ceilândia. Para estar aqui, tive que faltar aula na faculdade”, conta Lígia.

 

Talita de Souza/ Esp. para o Correio
 

 

Guiomar Queiroz, 51 anos, chegou às 8h ao posto do DFTrans para receber o passe estudantil da filha, Ana Beatriz Queiroz, que estuda no Centro Educacional 6 de Taguatinga. A mãe tem Síndrome de Sjögren (distúrbio do sistema imunológico caracterizado por secura nos olhos e na boca), perdeu 50% da visão de cada olho, sofreu três AVCs (acidente vascular cerebral), tem artrite e costuma andar com o laudo das necessidades especiais na bolsa, para garantir o direito de ser atendida primeiro. Mas, mesmo depois de uma hora na fila preferencial, o atendente se negou a a atendê-la, alegando que ela não tinha 60 anos de idade e recusou o pedido dela para ver o laudo médico. "O guichê preferencial não funciona. Fui maltratada", reclama Guiomar.

 

Acima do guichê de atendimento, há uma placa de sinalização e desenho para exemplificação de quem pode ser atendido: idosos, grávidas e portadores de deficiência física. Como o DFtrans estipula um prazo de dois dias para a busca dos cartões que ficaram prontos, caso contrário será preciso fazer um novo pedido, Guiomar decidiu ir pra a fila normal e esperou mais duas horas. Depois que um supervisor foi questionado pela reportagem, pediu desculpas e atendeu Guiomar. Segundo ele, que não quis se identificar, os atendentes são terceirizados e, às vezes, não são bem treinados.


Talita de Souza/ Esp. para o Correio

 

Stella Alves Dias, 31 anos, está grávida de oito meses e é a única pessoa da família que pode buscar os bilhetes estudantis da filha e da sobrinha. “Estou esperando há 10 minutos. É muito difícil ter que ficar em pé, fico muito cansada porque a barriga pesa mais”, contou. Após 25 minutos, Stella recebeu os cartões e pôde ir para casa.

 

Esclarecimento

Em nota, o DFTrans informou que a situação de filas desta quarta-feira (23) é "normal". Confira a nota na íntegra:

 

"O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) informa que divulgou lista para entrega de 3.997 cartões do Passe Livre Estudantil nesta terça-feira (22) e quarta-feira, sendo que a grande maioria de pessoas que já havia sido convocada duas vezes ou mais. Para atender à demanda, os sete guichês do posto estão operantes, e 14 funcionários trabalham no local, entre organização das filas, pré-atendimento e entrega dos cartões nos guichês. Ontem, todas as pessoas que estiveram no local foram atendidas, e 1.076 cartões foram entregues. É normal que, pela manhã, no início dos trabalhos, haja pessoas na fila, mas a média do tempo de atendimento por estudante é de três minutos, de modo que as filas estão andando em velocidade bastante satisfatória. O DFTrans anuncia ainda que o prazo para retirada dos cartões constantes na atual lista foi ampliado em mais um dia, e que vai até quinta-feira (24). O órgão acrescenta que, se necessário, mais um dia será concedido (sexta-feira, 25)."

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