Deputados debatem financiamento e qualidade do ensino médio

O Plenário da Câmara dos Deputados analisa neste momento a reforma do ensino médio, prevista na Medida Provisória 746

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postado em 07/12/2016 21:22

A queda na qualidade do ensino médio é o principal argumento dos deputados favoráveis à Medida Provisória 746/16, que altera o ensino médio. Já os contrários denunciam que a falta de investimento no setor vai deixar as mudanças apenas no papel.

Para o deputado Bacelar (PTN-BA), o investimento deveria se concentrar na infraestrutura das escolas públicas brasileiras e na qualificação de professores. “Essa reforma vai bagunçar o ensino brasileiro e é impossível de ser implementada. Nas nossas escolas, quando chove, molha mais dentro do que fora”, criticou.

O deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), no entanto, lembrou os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) demonstrando queda na qualidade do ensino no País. “Só sete países são piores que nós. E isso impõe a necessidade de medidas rápidas e urgentes. Vamos dar ao jovem a oportunidade de escolher o seu destino”, disse.

Escassez de recursos
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), no entanto, disse que a realidade da educação brasileira é de escassez de recursos. “Falar em reforma do ensino médio massacrando professores com a reforma da Previdência e a PEC dos Gastos é uma mentira”, disse ele. Valente disse ainda que a proposta tem um viés elitista do ensino público ao focar em educação profissionalizante.

Já o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) destacou que a medida provisória marca o início de uma mudança no ensino. “Não poderíamos ficar com os braços cruzados vendo a educação brasileira ir para o brejo. Estamos apenas avançando e precisamos avançar muito mais”, disse.

A queda na qualidade do ensino médio também foi apontada pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), para quem a medida provisória rompe com um “imobilismo” na discussão de mudanças mais profundas. “O governo faz bem em romper esse imobilismo, esse tema é discutido há mais de 20 anos”, disse. Para ele, as corporações trabalham contra mudanças. “Quando se fala na necessidade de discutir métodos de alfabetização, as corporações de sindicatos de professores não deixam”, disse.

Os professores foram defendidos pelo deputado Chico Alencar (Psol-RJ). “Qualquer mudança educacional precisa do envolvimento não só do setor docente, mas da valorização de sua formação educacional”, afirmou.

O presidente da comissão especial que analisou a MP, deputado Izalci (PSDB-DF), voltou a dizer que a medida foi discutida em profundidade. “A medida provisória pega 90% do texto já discutido pela Câmara, e nós aceitamos sugestões da oposição”, destacou. “Colocamos R$ 1,5 bilhão para incentivar o início do ensino integral”, destacou.

 

Agência Câmara