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ENSINO TECNOLÓGICO

Secretária de Educação Profissional diz que MEC quer atrair os jovens

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postado em 22/12/2016 18:12 / atualizado em 22/12/2016 18:19

Expandir o ensino técnico e tecnológico para jovens de todo o país. Este é o desafio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação. Hoje existe a demanda de um mercado que carece de mão de obra especializada, de um lado, e jovens sem formação que precisam de emprego, do outro. É para aproximar esses dois lados que o trabalho com as redes de ensino tem se intensificado. Uma dessas ações consiste na mudança de análise dos dados do Pronatec, que, a partir de agora, em vez de contabilizar números, será avaliado de acordo com o índice de empregabilidade.


A secretária de Educação Profissional e Tecnológica, Eline Neves Braga Nascimento, é a entrevistada desta semana no programa Educação no Ar, da TV MEC, transmitida pela TV NBR. A entrevista foi veiculada nesta quinta-feira, 22, às 9h10 e terá reprise às 16h10. Na sexta-feira, 23, irá ao ar novamente às 8h e às 19h; no sábado, 24, às 20h, e no domingo, 25, às 13h30.


“Temos hoje quase dois milhões de jovens que não estão estudando nem trabalhando. Nenhum país pode crescer com essa população à margem do seu desenvolvimento”, afirma a secretária. “É importante que a gente divulgue a educação técnica, atraia esses jovens para essa formação.” Para ela, quanto mais informações sobre as possibilidades que a formação técnica e tecnológica abrem na vida desses jovens, maiores são as chances de atrair esse público para as salas de aula.


Alcance – A secretária citou o Pronatec Bolsa Formação como exemplo dos diversos programas e ações voltados para o ensino técnico e tecnológico postos em práticas pelo MEC. O programa consiste no financiamento de vagas para formação inicial, continuada e cursos técnicos. Para garantir que esses programas cheguem à população, é feito o levantamento das demandas e localizadas as vagas disponíveis. A partir daí, o MEC faz pactuações com o Sistema Nacional de Aprendizagem, a Rede Federal de Ensino, as redes estaduais e municipais, além das redes privadas, para oferecer os cursos.


Para o Pronatec estão previstas mudanças, a partir do próximo ano, nos indicadores de acompanhamento. O programa foi desenvolvido utilizando o número de matrículas para medir o seu alcance. O objetivo é que o grau de empregabilidade – o índice de formados que conseguem colocação no mercado de trabalho – seja o novo parâmetro. “Estamos fazendo levantamento dessas informações, cruzando dados dos alunos capacitados e certificados com a inserção no mercado de trabalho. Vamos aprimorar esse acompanhamento e fazer a avaliação desse programa nos últimos anos”, explica Eline.
Informação – A secretária pondera que muitos jovens se veem obrigados a abandonar os estudos para ajudar no sustento da família. E defende a informação como a melhor estratégia para atrair os jovens. “A divulgação da formação técnica, inclusive da remuneração que ele vai ter depois dessa formação, é fundamental para a gente puxar esse jovem de volta para o mercado de trabalho e para a escola, para que tenham qualificação e uma vida muito mais completa”, defende Eline.


Ela acredita que o Novo Ensino Médio será muito importante para reduzir a evasão. “Quando a gente trabalhar melhor o ensino médio atrelado ao ensino técnico, quando esse jovem tiver visibilidade de construir seu projeto profissional e pessoal, acredito que a evasão tende a diminuir. É claro que precisamos de outras ações no campo social. Mas a ponte que esse aluno vai fazer com aquilo que ele quer realizar na vida é fundamental”, avalia Eline.

 

 

 

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