Pisa e Education at a Glance revelam patamar da educação brasileira

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postado em 29/12/2016 18:27

Análises e reflexões sobre o desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes [Programme for International Student Assessment (Pisa)], um dos mais respeitados relatórios de educação comparada, revelam os desafios brasileiros. Os resultados foram apresentados durante seminário, em 6 de dezembro, no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, órgão vinculado ao Ministério da Educação responsável pela aplicação do exame no país.

Em ciências, alvo da edição de 2015, pouco mais de 40% dos estudantes brasileiros entre 15 e 16 anos atingiram pelo menos o nível 2 da escala de proficiência, considerado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o básico para aprendizagem e participação plena na vida social, econômica e cívica das sociedades modernas em um mundo globalizado. Em leitura, 51% dos estudantes estão abaixo do nível 2 e, em matemática, o índice chega a 70,3%.

De 2012 para 2015, não foram registradas diferenças estaticamente representativas em ciências e leitura. Já em matemática, o desempenho dos estudantes brasileiros foi estatisticamente menor em relação a 2012. Na avaliação da OCDE, entretanto, a trajetória geral no Pisa é positiva para os jovens brasileiros porque tem ocorrido uma elevação da proficiência média em cada edição desde 2003. A de 2015 foi a primeira com aplicação totalmente computadorizada. Foram selecionados 23.141 estudantes de 841 escolas das 27 unidades da Federação.

Olhar — Outro relatório da OCDE, o Education at a Glance (EaG) de 2016, também teve os dados brasileiros preparados pelo Inep. Durante o seminário Panorama da Educação: Destaques do Education at a Glance 2016, realizado em setembro, foi apresentado resumo dos principais dados da edição. Nele estão reunidas informações atualizadas sobre os sistemas educacionais de todos os países membros da OCDE e também de países parceiros, como Argentina, Brasil, China, Colômbia, Indonésia e Rússia.

A presidente do Inep, Maria Inês Fini, destacou então os ganhos brasileiros com a educação comparada, permitida desde que o país participou, pela primeira vez, do Pisa, em 2000. “É muito significativo como a experiência de outros países, com contextos bastante diferentes, e alguns parecidos com o nosso, podem nos mostrar sobre a influência dos fatores associados ao desempenho dos alunos”, afirmou. “Fatores macroeconômicos e macroculturais têm uma incidência quase que direta no desempenho dos nossos alunos e na aprendizagem que eles têm direito de ter.”

Certificação — Outra ação internacional, o exame de Certificação de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), em sua segunda aplicação anual, registrou o número recorde de 5.624 inscrições homologadas. As provas foram realizadas em 35 países, em outubro, em 29 postos credenciados do Brasil e em 57 no exterior. De 2014 para 2015, o número de inscritos cresceu 31%. De 2015 para 2016, a ampliação foi de 6%. A aplicação do primeiro semestre ocorreu em abril, em 25 postos credenciados no Brasil e em 65 no exterior.

Com duas edições anuais, o Celpe-Bras é o único certificado oficial brasileiro de proficiência em português. É aceito internacionalmente por empresas e instituições de ensino como comprovação de competência em língua portuguesa. Podem se submeter ao exame cidadãos estrangeiros e brasileiros, residentes no Brasil e no exterior, com no mínimo 16 anos completos na data do exame e que não tenham o português como língua materna. A escolaridade mínima para fazer o exame é equivalente ao ensino fundamental brasileiro.

O participante é classificado em um dos quatro níveis de proficiência. Aqueles que obtiverem pontuação entre 2 e 2,75 serão classificados no nível intermediário; entre 2,76 e 3,5, no intermediário superior; entre 3,51 e 4,25, no avançado; entre 4,26 e 5, no avançado superior. Com menos de dois pontos, a certificação não é concedida.

 

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