Movimento Passe Livre do DF propõe soluções contra o aumento das passagens

As propostas foram apresentadas durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5). Dentre as medidas, estão gestão popular e uma empresa pública que administre o transporte público do DF

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postado em 05/01/2017 15:17 / atualizado em 05/01/2017 20:30

O Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF) promoveu uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5) para propor uma solução popular a fim conter o aumento de tarifas de ônibus.


A reunião, realizada em frente ao Teatro Dulcina, no Conic, repudiou a repressão policial durante a manifestação ocorrida na quarta-feira (4), na Rodoviária do Plano Piloto. O movimento propõe gestão popular e uma empresa pública que administre o transporte como soluções para que o transporte público do DF melhore, pois acreditam que, no modelo atual, empresários ganham dinheiro, mas não prestam o melhor serviço.

 

Segundo o MPLDF, as ações do governador Rodrigo Rollemberg são imediatistas e devem causar cortes em vários benefícios , como o passe livre estudantil e a gratuidade de tarifas para idosos, além do aumento do valor das passagens. O movimento afirma que o governo tem feito uma série de ataques contra as gratuidades, como manipular os usuários que pagam a fim de colocá-los contra o passe estudantil. “O governo continua investindo e aumentando o subsídio dos empresários e ainda diz que não tem dinheiro para o passe livre e para o cartão dos idosos. É uma falsa declaração dizer que o dinheiro (do GDF) não dá para pagar. Se, com o preço atual, o sistema não funciona, é preciso reformulá-lo”, afirma Bianca Campos, 21 anos, estudante e integrante do MPL.

 

Com essa intenção, o movimento propõe uma mudança estrutural na gestão do transporte público do Distrito Federal. A primeira proposta é o financiamento do transporte coletivo por imposto progressivo dos mais ricos. O MPL observa que, hoje, quem mais sofre com o transporte público são os usuários, que são, em sua maioria, de baixa renda.

 

Entre as sugestões do Movimento Passe Livre para melhorar a realidade, é a construção de uma liderança formada por usuários dos ônibus — trabalhadores, estudantes, população em geral — que seja responsável pelo processo de funcionamento de linhas, trajetos e horários, e ser porta-voz dos problemas que surjam. Além disso, a gestão popular administraria como a arrecadação de tarifas seria usada. Junto a esse grupo, uma empresa pública, formada por pessoas interessadas na causa, garantiria a execução dos serviços de maneira íntegra e focada no bem-estar do usuário. “A gente critica as empresas privadas porque elas só querem ganhar dinheiro em cima das pessoas. O transporte não pode estar submetido a um grupo de empresários, que moram no Lago Sul, e que construiu toda a fortuna em Brasília com o dinheiro de trabalhador que anda de ônibus”, pontua Bianca Campos. Outras propostas do grupo incluem garantia de estabilidade funcional para os trabalhadores do transporte público e tarifa zero.

 

O movimento está, neste momento, em reunião na Câmara Legislativa para discutir a situação do transporte do DF. O MPLDF afirma que a ideia é mostrar ao governo que existem outras opções além de cortar benefícios ou aumento de tarifas.

 

Uma manifestação contrária a mudança de preços das passagens ocorrerá nesta quinta-feira (5), às 18h, na Praça do Relógio, em Taguatinga.