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Manifestações contra o aumento de tarifas no transporte tomam conta do DF

Pela manhã, o Movimento Passe Livre organizou ato na EPTG; pela tarde, estudantes se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto

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postado em 10/01/2017 18:46 / atualizado em 10/01/2017 19:16

Correio Braziliense

Luiz Nova/Esp. CB/D.A Press

 

Neste momento, a Rodoviária do Plano Piloto está tomada por estudantes e outros usuários do transporte público, que se manifestam contra o reajuste das tarifas. Cerca de 60 pessoas se reuniram no local.


O estudante Igor Freitas, 21 anos, não é membro de nenhum grupo social, mas participou de todas as manifestações na rodoviária contra o aumento do preço das passagens. "A população toda reclama em casa, mas ninguém quer vim para a rua. Não vamos conseguir melhorias reclamando na internet, então me sentiria inútil não vindo protestar", explica.

 

Mesmo com os protestos, o estudante acredita que o governador não irá ceder. "Precisamos de outros meios, ele já deixou claro que não quer abaixar. Vamos ter que apelar para outros políticos nos ajudarem", relata.

 

 

A aluna Ana Barbosa, 16, participa do grupo Juntos há três anos e foi a todos os atos em busca da derrubada da nova tarifa do transporte público. "Se o presente é de luta, o futuro nos pertence. Sou jovem, sou de uma família trabalhadora e sei que esse aumento não é justo, ainda mais em um momento de crise e de cortes trabalhistas. Nenhum patrão vai querer pagar R$ 10 de passagem para um funcionário, não podemos aceitar isso", afirma.

 

Estudante de Ciências Políticas da Universidade de Brasília, Marta Soares, 23, relata ter se sentido ofendida com a hipótese de trocar o aumento na passagem por cortes no Passe Livre Estudantil (PLE). "Já somos um povo com pouca oportunidade de ingressar em universidades públicas, aí querem trazer mais um gasto a aqueles que tem que pagar mensalidades absurdas? O PLE é uma lei que lutamos para conseguir. Não vamos perdê-la", relata.

 

Apesar da manifestação, ainda não houve mudança nos itinerários dos ônibus que saem da rodoviária. Brasilienses embarcam e desembarcam normalmente.

 

Ato matutino

 

O Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF) realizou, na manhã desta terça-feira (10), mais uma manifestação contra o aumento de tarifas de ônibus e metrô que começou a valer em 2 de janeiro. O ato foi na Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG), na altura da Companhia Energética de Brasília (CEB), e causou congestionamento; o trânsito precisou ser desviado para o Setor de Indústria e Abasteciemnto (SIA). Os manifestantes queimaram pneus e seguraram faixas contra a elevação de preços das passagens.

 

O grupo chegou ao local às 7h45, horário escolhido por ser momento de grande tráfego. "Queríamos alertar a população para o aumento de tarifas e também mandar um recado para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF): não iremos aceitar a reducação do preço da passagem se for a custo de diminuição das gratuidades para estudantes e idosos. É um direito nosso!", afirma Ana Silva, estudante e integrante do MPL.

 

A escolha do lugar reflete o conceito de gestão popular criado e apoiado pelo movimento. "A descentralização das ações convida cada região a lutar e gerir o transporte público da própria região", diz Ana. Segundo Ana Silva, os que usam os ônibus e o metrô é que devem tomar decisões. "Quem deve falar do transporte público é o usuário e não o empresário. O usuário é quem sofre com o transporte e sabe o que precisa ser mudado. Não pode ficar na mão de empresários, que visam só lucros", pontua. O próximo ato está agendado: em frente à CLDF, na quinta-feira (12), dia em que votação decidirá se o aumento das tarifas continuará válido.

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