Vazamento de gás controlado

Escola Classe 1 da Estrutural inicia ano letivo

Os 1,1 mil alunos da unidade puderam voltar a estudar mais perto de casa após a instalação de filtros de ar no local. Rodrigo Rollemberg acompanhou o primeiro dia de aula nesta sexta-feira (10)

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postado em 10/02/2017 19:10

Gabriel Jabur

O primeiro dia do ano letivo para os alunos da Estrutural, nesta sexta-feira (10), foi marcado pela reabertura da Escola Classe 1. A unidade estava fechada desde maio de 2012, após constatação de vazamento de gás metano.

 

Durante esse período, os estudantes passaram por quatro mudanças de endereço até, finalmente, em 2015, serem transferidos para um prédio alugado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). “Finalmente essas crianças voltam a estudar perto de suas casas, com mais conforto e segurança para elas e suas famílias”, disse o governador Rodrigo Rollemberg. O chefe do Executivo local acompanhou na manhã de hoje a volta às aulas na instituição.

 

A unidade atende 1,1 mil estudantes da educação infantil e do ensino fundamental até o 3º ano e conta com 54 funcionários. Em relação à estrutura, são 24 salas de aula, oito distribuídas em biblioteca, audiovisual, espaço reservado para professores e suporte administrativo; e seis banheiros.

 

Instalação de filtro de gás metano

A Escola Classe 1 foi construída em 2004 ainda em madeirite. Dois anos depois, recebeu estrutura de alvenaria, mas, em seguida, começaram os problemas com o lixão subterrâneo. A questão se agravou em 2012, quando o local foi interditado por segurança. À época, alguns professores e alunos alegaram ter passado mal após longos períodos de permanência na unidade.

 

Em outubro de 2015, a Secretaria de Educação iniciou a instalação de equipamento para filtragem do ar para garantir a segurança dos profissionais e dos alunos. Foi construída uma tubulação por onde passa o metano bombeado. O gás, então, é levado para os filtros de tratamento. O investimento aproximado foi de R$ 500 mil em obras para a instalação e manutenção dos equipamentos.

 

“Tanto a empresa responsável pelo serviço quanto os bombeiros vão fazer vistorias periódicas e produzir um relatório mensal sobre a situação da escola”, destacou o major do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal Sinfrônio Lopes, coordenador de operações da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

 

Governo faz ações para evitar falta d’água nas escolas

O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, também visitou a Escola Classe 1 da Estrutural hoje com o governador Rollemberg. Ele aproveitou para ressaltar o empenho do governo de Brasília em garantir a normalidade no abastecimento de água para as escolas da rede pública. “Fizemos um estudo e cerca de dez unidades vão receber caixas d’água nos próximos dias”, destacou.

 

Essa é a quantidade de escolas que estão nas áreas de racionamento de água. “Cada caixa custa de R$ 700 a R$ 1 mil dependendo da capacidade”, explicou. Gregório ressaltou ainda que a instalação conta com o apoio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Enquanto isso, a empresa pública fornece água via caminhões-pipas para essas escolas.

 

Agência Brasília