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Correio Braziliense

Ter um animal de estimação eleva autoestima de crianças, mostra estudo

Às vésperas do Dia Nacional dos Animais, confira histórias que mostram a boa relação entre os pequenos e seus bichinhos

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postado em 11/03/2017 08:00

Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press
 
 
Crianças com animais de estimação têm autoestima mais elevada, se sentem menos sozinhas e têm mais habilidades sociais. Ou seja, a vida das crianças que têm bichinhos é mais feliz! É o que demonstrou um estudo recém-publicado pela Universidade de Liverpool (Inglaterra).

Olavo da Silva Neto, 6 anos, sentiu como ter um pet pode ajudar muito até no processo de aprendizagem. O garoto, que tem dois jabutis, levou os animais para o colégio em um dia especial e a turma aprendeu sobre a família da letra J com ajuda dos bichinhos. Foi pura diversão!

— Eles me ajudaram a não ter medo da escola e foram passar o dia do J comigo no colégio. Os meus amigos gostaram muito deles e a Jurema até tentou fugir, mas a professora não deixou. Eu também tinha dois hamsters, que são os bichos mais fofos que alguém poderia ter, mas eles fugiram. Eram muito bonitinhos e eu queria apertar as bochechinhas deles, revela Olavo. 
 
Olavo mora com os primos Amanda da Silva Pinheiro, 12, e Heitor da Silva Pinheiro, 8. Os três são apaixonados pelos pets que têm em casa — Judite e Jurema, dois jabutis adotados; Caveira, o peixe-dourado; e Hulk, pitbull xodó da família. No lar da avó, ainda mora Chanel, uma cachorrinha da raça yorkshire. Eles também criaram hamsters, porquinhos da Índia, filhotes de tartaruga e vários outros peixinhos.
 
Mas ter essa bicharada em casa não é brincadeira: é essencial cumprir com as obrigações — alimentar, levar para passear, limpar a sujeira, levar ao veterinário, dar os remédios e banhos periódicos. Ter um pet inspira responsabilidade desde pequeno. Os meninos contam que eles têm ajuda da família, mas quem cuida dos animais são eles.

— A minha tia compra a ração e cada um de nós alimenta um animal. Além de dar comida, temos que levá-los para tomar banho e passear: o Hulk vai para o pet shop, porque ele tem medo de água, e nós também saímos para caminhar todos os dias, na companhia do meu tio, explica Amanda.

Heitor tem um pouco de medo das tartarugas e do peixe, mas nutre um amor especial pelo cachorro Hulk, que apesar de ser um pitbull, é mais dócil que muitos cachorrinhos pequenos por aí.
— O meu animal favorito é o cachorro. O Hulk, com certeza, é meu melhor amigo, porque a gente brinca muito. A tia Ana conta que ele foi criado para conviver com a gente, não para ser o guarda da casa. Por isso, ele é muito tranquilo. Eu também gosto das tartarugas, mas tenho medo de machucá-las.

Quero ter em casa!

— O meu bicho favorito é o leão, porque ele é valente e feroz como eu, diz Olavo Neto.
O garoto tem um carinho especial pelos animais, assim como a prima Amanda, que quer ser veterinária. Eles gostam tanto, que, se pudessem, teriam um zoológico inteiro em casa. Para essa galera, quanto mais bichos, melhor!

— Eu queria muito ter um macaco, mas minha tia não permite. Nós costumamos ir para um hotel em Pirenópolis, que é cheio de micos. Adoro alimentá-los. Eu já quis ter um zoo com zebra, macaco, tigre... Eu mesma ia cuidar e minha família ia me ajudar, diz Amanda.

Sem autorização

Mas ter todos os bichinhos do zoo em ambiente doméstico não é permitido: você não pode, de jeito nenhum, adquirir ou retirar os animais do seu habitat. Imagina se alguém te tirasse de sua casa? Isso é crime, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Os animais silvestres não podem ser retirados da natureza para criação doméstica. Por isso, mesmo que você ache uma fofura de macaquinho por aí, não é permitido levá-lo para casa.

Caso você queira muito criar um animal silvestre, existem criadouros comerciais autorizados pelo órgão ambiental competente da sua cidade. Neles, você pode encontrar um bichinho disponível que tem autorização para viver em ambiente doméstico — também é obrigatória a identificação do animal com microchip ou anilha.
 

Adote!

Só de pensar nos animais que são abandonados diariamente nas ruas ou em clínicas veterinárias, sentimos a maior dó. Existem vários  pets precisando de cuidados. Quer ajudar?
 
Bruno Peres/Esp/CB/D.A Press
  

Vegetariana por amor

Carolina Irber, 13, decidiu virar vegetariana há um ano por causa do amor aos bichinhos. Ela e o irmão, André Irber, 9, têm 5 animais em casa: dois cachorros da raça Shitzo — Chanel e Cappuccino — e três gatos: Amora, Aurora e Pingu.

— Já faz um ano que eu virei vegetariana porque não acho certo a gente comer um bicho morto. Eles têm direito de viver livres, sem ninguém para ameaçá-los. Um dia eu falei para minha mãe que queria virar, e aí, desde então, não como mais. Para não ficar com carência de nutrientes, eu como mais feijão, coisas integrais, que contêm vitaminas específicas e mais proteínas para substituir a carne. Me sinto bem melhor, explica Carolina.
 
 
 
A menina conta que o carinho se estende por todos os bichinhos.

— Um pintinho apareceu aqui em casa. Eu o criei, ele cresceu e virou uma galinha. Ela se comportava como um cachorro, era bem engraçado!, diverte-se Carolina.

Os cachorros foram comprados de um canil, mas todos os gatos foram adotados.
— Encontramos a Amora, nossa gata mais velha em uma feira de adoção e os outros dois apareceram aqui em casa. Gostamos muito deles, é como se fossem nossos parceiros, diz André.
 
Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press
 

Eles eram “órfãos”

A cachorrinha Chanel foi adotada pela família de Amanda. Ela foi abandonada em uma clínica veterinária após um tratamento de saúde.

— Muita gente leva o animal para se tratar na clínica, mas não tem condições de pagar a conta e nunca vai buscá-lo. Nós ficamos sabendo da Chanel e decidimos adotar, relata Ana Bárbara Nascimento, tia de Heitor e Amanda e mãe de Olavo.

As tartarugas Judite e Jurema também foram apadrinhadas. A primeira família precisou se mudar para um apartamento e, para garantir o bem-estar dos bichinhos, eles foram morar com o trio.

Onde encontrar

Se você puder receber um pet para amar, existem algumas instituições no Distrito Federal que ajudam os animais abandonados a encontrar novos lares. Confira!

Abrigo Flora e Fauna
abrigofloraefauna@gmail.com
99842- 5462

Sociedade Humanitária Brasileira (SHB)
shb.protecaoanimal@gmail.com
contato@shb.org.br
www.facebook.com/SHBAnimal
Alice: (61) 98144-3794

Projeto Acalanto
Lucimar: (61) 991076989
 
* Estagiária sob supervisão de Ana Sá