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Correio Braziliense

Na semana do Circo, crianças mostram o que aprenderam com a arte milenar

A criançada do colégio Sigma conta que gosta muito de assistir aos shows

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postado em 25/03/2017 09:00 / atualizado em 27/03/2017 18:48

 Gabriela Studart/Esp. CB/D.A Press


Hoje, tem marmelada? Tem, sim, senhor! E se hoje tem, imagine na próxima segunda-feira (27), quando é comemorado o Dia do Circo no país. Os espetáculos trazem muita alegria para as crianças há muitas gerações. Entre palhaços, equilibristas, bailarinas, mágicos e trapezistas, a magia circense se estende por muitos anos e é tão especial que ganhou um dia muito mais do que merecido.


A data foi escolhida em homenagem ao nascimento, em 1987, do palhaço Piolin — muito querido pela criançada da época.

Circo só de gente
Desde a sua criação em Roma, por volta do século 3 antes de Cristo, os espetáculos circenses envolviam exibições de animais ferozes, porém, o Projeto de Lei nº 7.291 de 2006, que está pronto para tramitação no Plenário da Câmara dos Deputados, proíbe a exibição de animais em espetáculos do tipo.

 Gabriela Studart/Esp. CB/D.A Press


Mas isso não quer dizer que o circo deve deixar de existir. Os bichos são só uma parte das apresentações, que têm muita música, magia e diversão.

A criançada do colégio Sigma conta que gosta muito de assistir aos shows: cada um deles já foi mais de três vezes ao circo. Marcelo Mariano, 9, Ana Luiza Teixeira, 9, Sofia Teles, 9, Nathan Flores, 8, Rodrigo Batista, 8, e Kevin Sousa, 9, explicam que o mágico, o palhaço e o piadista são o maior sucesso.


— Eu gosto muito do circo porque lá tem o piadista e ele é a melhor parte. Esse é o cara que fica fazendo várias palhaçadas, só que ele também encena. O palhaço fica fazendo malabarismos e outras coisas, mas eu não o acho tão legal. O segundo que eu mais gosto é o mágico, conta Kevin.


— Eu gosto do mágico, do piadista e do motoqueiro do globo da morte. Do piadista, porque ele conta piadas, eu gosto muito — sou o mais engraçado da sala. Adoro coisas radicais, como andar de moto, por isso o globo da morte é maneiro, diz Rodrigo.

Poesia em espetáculo 


A vida no circo é muito especial, mas não é só alegria e magia, como conta o palhaço Spaguetti — ele explicou para o Super! como é viver da arte. Nil Moura é membro do Circo Grock, que ficará em Brasília durante todo o mês de março. O espetáculo, criado por artistas do Rio Grande do Norte, já tem 10 anos de estrada e passou por Rondônia, Mato Grosso e Goiânia antes de chegar por aqui.


— O mundo do circo é um mundo mágico, mas é como morar em um barco velejando — ele dá muito trabalho também! Não é só levantar a lona e ficar parado, não. Você precisa conferir se está tudo bem, subir, abaixar, apertar e afrouxar o teto. O dia a dia do circense é muito interessante — nós temos uma vida de família, que ao mesmo tempo é trabalho, em um cenário de desenvolvimento artístico: tudo junto! Nós realmente somos 100% devotados à arte: viver no circo é mágico, mas muito suado também.


A companhia é formada por uma família: Nil Moura — o palhaço Spaguetti — é casado com a palhaça Ferrugem, Gena Leão. Eles são pais do equilibrista Lion Nahan e voltaram para o Brasil depois de uma temporada fora do país, quando trabalharam na Alemanha e na Suíça, e decidiram abrir o próprio circo. O quarto e último elemento do grupo é Leidson Macedo, o mágico Jack.


A palhaça Ferrugem contou por que a criançada não pode deixar de ir aos espetáculos circenses:
— Não só as crianças, mas também os adultos não podem perder o costume de ir aos shows. É uma cultura milenar, e as crianças não devem perder esse encanto. No circo, assim como na fantasia dos pequenos, tudo é possível.


O Circo Grock estará em Brasília até 2 de abril, quando a companhia retorna para o Rio Grande do Norte.

Arte circense na escola

O circo não é só um local de espetáculos mágicos e diversão: com ele, as crianças aprendem muito. No colégio Serios, na Asa Sul, os alunos têm aula de circo como componente curricular. Eles aprendem a fazer acrobacias, mandam muito nos malabares, andam na corda bamba e fazem até palhaçadas.


A professora de acrobacias da escola, Súlian Princivalli, explica a importância desse tipo de atividade para o desenvolvimento dos pequenos.


— O circo trabalha questões físicas e a parte artística. As crianças desenvolvem criatividade, desenvoltura e melhores formas de expressão. Eles melhoram bastante em questões como coordenação motora — geral e fina —, confiança, autoestima, perda do medo, coletividade e trabalho individual por meio do coletivo.

 

Não perca!

Espetáculo no Parque da Cidade
Quem ama o mundo do circo poderá se divertir com as aventuras de Dona Lelê e seu filho Tivolino, que fugiram do circo para criar o próprio show no espetáculo Segura Mamãe, que será apresentado amanhã (26), às 17h, no Parque Ana Lídia. A história é receita para muitas gargalhadas com as trapalhadas do palhaço Tivolino. Os meninos e as meninas que assistirem ao show vão se encantar com os números de palhaçaria, equilibrismo, malabarismo, mágica.
O show é de graça e a classificação indicativa é livre.
Informações: 98491-4943

Circo Grock
Centro Cultural Banco do Brasil — SCES, Trecho 2, lote 22.
De quarta a sexta, às 20h, e aos sábados e domingos às 16h, às 18h e  às 20h.
Classificação: livre.
Ingressos: R$ 10 (meia)
Informações: 98464-2544

Circo Real Português
Avenida Araucárias, Rua 25 Sul — Águas Claras
Quinta e sexta às 20h30 e aos sábados e domingos às 16h, 18h e 20h30
Classificação: livre.
Ingressos: cadeira lateral, R$ 10 (meia)
cadeira central, R$ 15 (meia)

 

Eles ainda vão levantar a lona

Le Cirque Amar 
 A partir  do próximo fim de semana, o primeiro de abril, trapezistas do chile, palhaços, equilibristas e mágicos vão estar prontos para apresentações na cidade. Um quadro com fontes, em homenagem ao Dia da Água, também está na programação. O Le Cirque Amar vai funcionar aos sábados e domingos, nos seguintes horários: às 16h, às18h e às 20h30, ao lado do Ginásio Nilson Nelson (Srpn Trecho 1, Asa Norte). Ingressos: R$ 30 (meia) e inteira de até R$ 80. Informações: 99953-5035.

Khronos
A partir de 31 de março, o circo Khronos chega ao estacionamento do Boulevard Shopping (Setor Terminal Norte Conjunto J), com o espetáculo tradicional de apresentações de mágica, globo da morte, homem laser e dinossauro terrestre. Além da atração especial: o show dos Vingadores, que vai contar com a presença de super-heróis! A temporada começa na  próxima sexta (31), às 20h30, e continua com o mesmo horário nas quintas e sextas. Nos fins de semana, os horários são: às 16h, às 18h e às 20h30. Ingressos: R$ 15,00 (meia) na platéia e R$ 40,00 ( inteira) na pista. Informações: 98383-9844 

 

O tema do trimestre  desta turma do Serios são os 5 Cês. Os estudantes   aprenderam muito sobre essas noções na aula de circo. Confira aqui:

 

Cuidado
Nós aprendemos a ter muito cuidado e concentração com o circo e com tudo que formos fazer na vida. Ele requer atenção com as acrobacias e as atividades que os professores passam.  É essencial ter preocupação com nós mesmos, com o material e com os nossos colegas.
Pedro Sousa de Sá, 11 anos

 Gabriela Studart/Esp. CB/D.A Press


Colaboração

A colaboração no circo facilita muito, porque, quando você está em grupo, tudo fica mais fácil. O show não é feito só por uma pessoa. Por exemplo, quando aprendemos a fazer o rola-rola, precisamos de alguém para nos apoiar, e aí está a cooperação que é importante tanto nos espetáculos quanto na vida.
Ariel Taina, 10 anos

Comunicação
A gente aprendeu com o trabalho em grupo o quanto é importante saber se comunicar. Você precisa disso o tempo todo, especialmente no circo, porque as coisas são muito sincronizadas. Se você não souber se expressar bem, as coisas não funcionam direito e o espetáculo não sai como deveria.
Julia Tavares, 10 anos

Criticidade

O circo tem ações muito difíceis, nem todo mundo consegue fazer todas as atividades direito. Você saber julgar não pelo quanto alguém está fazendo bem ou mal, mas pelo quanto ele está se esforçando, é um sinal de que você desenvolveu melhor a sua criticidade. A partir disso, é possível julgar os outros da melhor forma.
Ana Paula Franklin, 12 anos

Criatividade
Nós aprendemos muito sobre criatividade quando temos a liberdade para criar novos movimentos e encontrar novas saídas para os desafios. Tudo que existe hoje foi inventado por alguém. Então, sempre existem possibilidades para novas criações e aprendizado no nosso dia a dia.
Ana Paula Franklin, 12 anos


*Estagiária sob supervisão de Ana Sá