Professores decidem continuar greve na rede pública do DF

Na última semana, GDF apresentou proposta para a categoria. No entanto, professores acreditam que ela não contempla todas as reivindicações

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postado em 04/04/2017 17:31 / atualizado em 04/04/2017 18:07

Marcelo Ferreira/CB/DA Press
 

Após 21 dias de paralisação, os professores da rede pública do Distrito Federal decidiram que a greve deve continuar. A assembleia ocorreu durante a manhã desta terça-feira (4/4), em frente ao Palácio do Buriti. A categoria afirma que o GDF dialogou, mas não apresentou propostas concretas. O grupo deverá fazer nova assembleia na quinta-feira (6), para definir as novas diretrizes da paralisação.

 

Os manifestantes planejam, ainda nesta terça, caminhar pelo Eixo Monumental até a Câmara Legislativa para pressionar os parlamentares. Duas faixas da via serão ocupadas durante a caminhada até a casa. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de mil pessoas participam do ato. A organização estima em 5 mil. Além disso, 60% dos professores aderiram ao movimento.  

Marcelo Ferreira/CB/DA Press

Os professores cobram reajuste salarial de 18%, melhores condições de trabalho, reposição do tíquete-alimentação e o pagamento da última parcela do aumento aprovado em 2013. A categoria, ainda, é contra a Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016 (PEC da Previdência). O documento estabelece novas regras para a aposentadoria, como a exigência de idade mínima de 65 anos para o recebimento integral do benefício, além de 49 anos de contribuição com a Previdência Social.

A greve já foi considera ilegal pela Justiça. Em 27 de março, o TJDFT determinou o fim da greve dos professores da rede pública do DF. Na decisão, o juiz decretou que todos os professores voltem às salas de aula, sob multa de R$ 100 mil por dia e corte de ponto. A ação contra a paralisação foi ajuizada pelo Governo do Distrito Federal. Após a decisão da Justiça, o Sindicato dos Professores já entrou com recurso. No entanto, desde o início da paralisação, em 15 de março, a Casa Civil do DF tem cortado o ponto de todos os professores que aderirem ao movimento.
 
Negociação

Na última assembleia, em 29 de março, a categoria pressionou o GDF e conseguiu uma regunião para apresentar as reivindicações e ouvir uma proposta do executivo local. O governo ofereceu R$ 100 milhões para pagar a licença prêmio de todos os professores. No entanto, ainda assim, o sindicato acredita que isso não contempla todos os pedidos da categoria.
 
Rosilene Correa, diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro), disse que na quarta-feira (5), haverá um encontro com o GDF para uma nova negociação. "A expectativa é que apresentem algo que possa ser negociado, algo mais concreto para avaliarmos", disse.