Ensino fundamental

Dia Nacional da Matemática é comemorado em todo o Brasil

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postado em 05/05/2017 20:09

 

“O progresso de um povo depende exclusivamente do desenvolvimento da matemática”. A frase é atribuída a Napoleão Bonaparte, que considerava a matéria decisiva no pensamento lógico e na razão. Mas quem cita as palavras do grande estrategista militar francês é o professor Hoberdan Benedetti, que há 25 anos leciona esta disciplina em escolas públicas de Brasília. “A matemática nos acompanha sempre, é a base de todas as ciências e artes”, resume.

 

Sábado, 6, é o Dia Nacional da Matemática, conhecimento considerado essencial ao acesso pleno à cidadania e que, por isso, tem recebido atenção redobrada na elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), cuja primeira etapa, até o nono ano do ensino fundamental, já está em apreciação pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). A segunda etapa deve ser concluída antes de dezembro próximo e acompanhará as mudanças do novo ensino médio, em que a matemática, seguindo o protagonismo do jovem na escolha do processo pedagógico interdisciplinar mais adequado às suas aspirações profissionais, desempenhará um papel fundamental em conhecimentos voltados ao desenvolvimento tecnológico.

 

“A matemática sempre foi vista como um bicho-papão por muitos jovens”, avalia o ministro da Educação, Mendonça Filho. “A gente tem que desmitificar isso, uma vez que ela é imprescindível para a ciência e para a vida das pessoas.” Entidades, a exemplo do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), têm contribuído para a difusão e aprimoramento dessa ciência no Brasil, além do estímulo à formação de novos pesquisadores. “Que essa política também sirva para que a gente transforme jovens talentos em professores de matemática”, destaca o ministro. “O que queremos é ampliar oportunidades e elas estarão presentes na Base Curricular Comum Curricular.”

 

Olimpíada

O Impa é um dos organizadores da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), projeto apoiado pelo MEC, que este ano tem como novidade a inclusão de alunos de escolas particulares na disputa. A primeira fase da OBM está marcada para 6 de junho e a segunda, para 22 de novembro. A expectativa é grande nas escolas em que a participação na olimpíada já se tornou um hábito. É o caso do Centro de Ensino Fundamental Caseb, de Brasília, que já conquistou várias medalhas de prata na competição.

 

Muitos alunos do Caseb foram, ainda, agraciados com bolsas de iniciação científica na Universidade de Brasília (UnB). “A matemática tem me dado muitas oportunidades, o meu desempenho melhorou muito e penso em seguir a carreira de extadas”, disse Felipe de Freitas, de 12 anos. Sua colega de classe Gabriela Oliveira, da mesma idade, pensa da mesma forma e já tem perspectivas a esse respeito: “A matemática é importante para mim porque vai me ajudar futuramente a realizar um grande sonho, que é ser médica”.

 

Circuito internacional

Este ano o Brasil entrará no circuito de dois grandes eventos mundiais, pela primeira vez sediados na América Latina: a Olimpíada Internacional de Matemática (2017) e o Congresso Internacional de Matemáticos de 2018. Em função da importância dessas competições para o país, foi sancionada a Lei Federal nº 13.358/16, iniciativa da Frente Parlamentar da Educação (FPE) no Congresso Nacional, que visa garantir a realização de ambas no Rio de Janeiro, com a instituição do Biênio da Matemática 2017-2018. ”Teremos oportunidade de trazer os maiores nomes da área, como Artur Ávila, primeiro brasileiro a ganhar a medalha Fields, considerado o prêmio Nobel da matemática”, adiantou o deputado Alex Canziani (PTB-PR), presidente da FPE.

 

Na visão do professor Hoberdan Benedetti, este é o momento de reflexão entre os profissionais da educação sobre o ensino da matemática, para que afastem a ideia de que se trata de uma matéria difícil e, para muitos, impossível. “Essa etapa será vencida com dedicação e paciência”, analisa. “Todos podem aprender, desde que se entenda a dificuldade de cada um. Eu sou um apaixonado pela matemática e pelo meu trabalho. A maneira como ela é transmitida faz toda a diferença. Algumas vezes me deparo com adolescentes que dizem não gostar e de repente passam a amá-la, pois descobrem que ela é boa não apenas para a resolução de problemas, mas para todo o seu desenvolvimento pessoal.”

 

 

 

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