Ensino médio

Adventistas homenageiam ministro pelas mudanças nos dias de prova do Enem

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postado em 10/05/2017 18:05

 

A mudança nos dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para dois domingos seguidos atendeu a uma antiga reivindicação dos estudantes de religiões que guardam os sábados. Em reconhecimento à decisão, a Igreja Adventista do Sétimo Dia prestou uma homenagem ao ministro da Educação, Mendonça Filho, nesta quarta-feira, 20, em sua sede geral, em Brasília.

 

O ministro explicou que, antes da consulta pública para o novo Enem, havia solicitado aos membros de religiões sabatistas – além dos adventistas, os judeus também estão entre os que preservam os sábados – que dessem a sua contribuição sobre as datas ideais. Era preciso, segundo ele, acabar com o constrangimento a muitos candidatos, que compareciam ao exame no mesmo horário que os demais, mas, pelos princípios observados em sua orientação religiosa, tinham de ficar confinados em outras salas até o pôr do sol, quando poderiam, então, iniciar os testes.

 

Diálogo

A escolha dos dois domingos, de acordo com o ministro, não apenas contempla os religiosos, mas permite que todos os candidatos fiquem menos estressados, com mais tempo para descansar ou revisar a matéria entre as provas. “Foi um processo de transformação que exigiu um suporte técnico adequado e o diálogo com a sociedade, a partir da consulta pública”, disse. “O resultado foi o que esperávamos, um marco histórico que não pode ser entendido como um favor do governo, mas como a ação de homens com compromisso verdadeiro com um Brasil plural e pleno no respeito a todos.”

 

A solenidade foi prestigiada por representantes da Igreja Adventista de vários países, em um encontro do concílio administrativo. “Queríamos oficialmente, na presença de todos, agradecer”, destacou o presidente da divisão sul-americana da igreja, Erton Kohler. “É uma luta antiga. Por muitos anos, lutamos para que os estudantes adventistas pudessem ter as mesmas oportunidades que os demais. Alguns nos ouviram, mas disseram que não havia condições de avançar. Outros entenderam que não era um tema relevante. Somente agora se tornou prioridade na agenda do MEC.” 

 

 

 

 

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