Estudantes do Sesi-Gama são recebidos com festa no Aeroporto

A equipe é vice-campeã em torneio mundial de robótica no Reino Unido

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postado em 28/06/2017 19:58 / atualizado em 28/06/2017 21:13

 

Balões, cartazes, gritos de guerra.  Assim foi marcada a chegada nesta quarta-feira (28) de sete jovens no Aeroporto Internacional de Brasília. Eles fazem parte da equipe de robótica da escola do Sesi (Serviço Social da Indústria) no Gama, vice-campeã do Campeonato Aberto Internacional de Robótica da First Lego League (FLL), realizado em Bath, no Reino Unido. Os estudantes foram recebidos por familiares e professores com festa para celebrar a conquista inédita.


A premiação ocorreu no domingo (24), ao fim de uma competição que durou cinco dias e envolveu 100 equipes do mundo todo. A equipe ganhadora do torneio foi a do Sesi São Paulo. Os competidores tinham que criar um projeto de robótica com o tema Animal Allies (aliados animais) para estimular a cooperação entre seres humanos e animais. Eles foram avaliados e analisados nos quesitos de  desafio do robô, projeto de pesquisa e valores fundamentais da competição.

 

 

Os sete competidores do Sesi têm entre 11 e 17 anos. Acompanharam os estudantes os professores Atos Reis e Elisângela Machado. O técnico da equipe, Atos Reis, explicou que foi um caminho longo para chegar a esse competição e que agora é focar no campeonato do próximo ano. “A competição começa em 30 de agosto e o tema deste ano é o problema da água, o que é bem pertinente para nós de Brasília”, disse.

Sonho realizado

 

Lanna Silveira

A estudante Wallesca Maysa Pessoa Borges, 16 anos, lembrou que a equipe Lego Field também participou do torneio do ano passado, mas que não saiu campeã. “Ano passado, participamos para saber como era a prova. É uma sensação de dever cumprido”, disse. O pai dela, o contador Onofre Borges, orgulhoso, realçou a determinação da equipe. “Eles se esforçaram muito, talvez eu não tivesse a coragem que eles tiveram”, declarou.

Outra participante, a estudante Catharina Farias de Lima,15, destacou as experiências vividas durante a competição. “Foi inacreditável, conheci novos amigos e aprendi sobre a cultura de outros países”, lembrou. Katia Patricia, analista de recursos humanos, mãe da estudante, disse que a filha se esforçou muito para conseguir esse título. “Foi uma conquista da determinação dela, essa oportunidade que o Sesi deu foi muito boa e ela está sabendo aproveitar.”

 

Essa foi a última vez que Gabriel Álex de Almeida Serejo, 17, participou da competição. “Consegui com muito empenho fechar com chave de ouro. É uma realização muito grande, vou levar para minha vida toda”, declarou. Ana Paula Almeida, autônoma e  mãe do Gabriel, não conteve a alegria: “É uma emoção louca, a gente não tem nem palavras. É muito bom confirmar o crescimento intelectual dele e mostrar que a gente tem possibilidade de fazer coisa boa no país”, disse.

 

Para o participante Lucas Alves Sampaio, 15, agora é focar em novas conquistas. “É a realização de um sonho. Agora, é repetir esse desempenho nas outras edições do torneio.”A mãe do Lucas, Gil Alves, servidora pública, lembrou que o filho está estudando robótica há dois anos.  “Ele cresceu muito. Esse prêmio veio como honra. É uma vitória para todos nós da família. Estamos muito felizes com o progresso deles.”

“É muito gratificante. Estamos muito felizes de ter conquistado esse prêmio”, declarou Ana Claudia Alves Negri, 14. Luiza Helena Negri, mãe dela, disse: "Nós mandamos uma menina para o Reino Unido e estamos recebendo uma moça."


Lanna Silveira

Matheus Queiroz de Assis disse que não acreditava que  a equipe sairia vencedora. “Na hora que falaram que a gente tinha conquistado o segundo lugar foi muito emocionante “. A mãe dele, a autônoma, Maria  Monziete Queiroz, disse que esse era o sonho do filho.“O Matheus começou a participar das provas de robótica aos 10 anos e, durante esse tempo, o sonho dele era chegar no torneio internacional. Ele realizou da melhor forma possível”,

 

Werbth Ramos Rocha, analista de sistemas, pai da Isabelle Silva Rocha, a mais nova da equipe disse o quanto foi difícil para os estudantes garantirem uma vaga na fase internacional da competição. Eles tiveram que passar por provas interescolares, regionais e nacional. “Para a gente foi difícil porque ela só tem 11 anos, mas foi muito bom acompanhar o desenvolvimento dela. Para ela, acredito que ainda foi mais maravilhoso”, afirmou.

Entre as 100 equipes participantes sete eram do  Brasil (uma do Distrito Federal, uma de Goiás, uma de Minas Gerais, uma de Alagoas, e três de São Paulo). A cerimônia de abertura teve a presença de 37 países: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Chipre, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Escócia, Espanha, Eslovênia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Alemanha, Granada, Grécia, Índia, Inglaterra, Ilhas Tenerife, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Líbano, México, Países Baixos, Noruega, Paquistão, Peru, Romênia, Suécia, Suíça e Turquia.
 

 

 

 

* Estagiária sob supervisão de Ana Sá