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Estudantes participam de feira de ciências

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postado em 14/09/2017 20:51 / atualizado em 14/09/2017 20:55

Igor Caíque/Esp. CB/D.A Press
Alunos e educadores de escolas públicas participaram, ontem, do Circuito de Ciências das Escolas Públicas do DF. O evento ocorreu no Centro Educacional (CED)1 do Cruzeiro e reuniu cerca de 50 instituições ligadas à Regional de Ensino do Plano Piloto e mais de 1,4 mil participantes da área central de Brasília, incluindo Lago Sul, Lago Norte e Cruzeiro. Ao todo, cerca de 6 mil pessoas compareceram. A iniciativa tem como objetivo difundir a cultura científica nas escolas, estimulando estudantes, professores e gestores a desenvolverem atividades na área. O circuito é dividido em oito modalidades, que vão da educação infantil até a educação de jovens e adultos (EJA). Os três melhores trabalhos de cada modalidade serão escolhidos para a mostra que engloba todas as regiões administrativas do Distrito Federal,  em 23 e 29 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade.

A Escola Classe Aspalha, localizada no Núcleo Rural do Palha no Lago Norte, enviou cinco projetos sobre cidadania planetária para o circuito. A turma do 2º ano da educação infantil organizou uma mostra que aborda a importância da água. Com o tema “Captar e não cooperar, só nos resta plantar”, os estudantes desenvolveram uma maquete que detalha toda a área em torno do colégio.

O aluno Lucas da Silva Pereira, 8 anos, participou de aulas ao longo do período letivo que conscientizam o consumo de água no dia a dia. “Quanto mais a gente plantar, mais a gente vai viver”, afirma. Desde o início do ano, ele e os colegas plantaram cerca de mil mudas de árvores ao redor da escola e, na maquete, representaram os frutos que este trabalho trará no futuro. Para a gestora Lara Lopes, a iniciativa leva os meninos e meninas da escola a participarem mais ativamente no combate à degradação do meio ambiente. “Nós moramos numa área rural, onde há 106 nascentes mapeadas. Os nossos jovens precisam saber como evitar o desperdício e zelar pelo meio em que vivem”, diz.

Estímulo
O subsecretário de Administração Geral do DF, Isaías Aparecido da Silva, afirma que o circuito aproxima o conteúdo em sala de aula ao cotidiano do estudante. Para ele, a mostra é um passo importante para que estudantes e professores se unam em prol do aprendizado. “Há um ganho pedagógico em termos de resultados educacionais, pois as atividades revelam que os professores são pessoas que ajudam os alunos a se aprimorarem em diferentes áreas”, constata. Isaías Aparecido acredita também que a iniciativa pode auxiliar estudantes a descobrirem qual carreira acadêmica seguir. É o caso de Matheus Vieira, 17, aluno do CED 1 do Cruzeiro. Junto à turma do segundo ano da instituição, ele desenvolveu um projeto que envolve mecânica e robótica. O grupo criou um carro movido por smartphone via bluetooth. “Quando eu era criança, desmontava e remontava todos os meus carrinhos, mas jamais podia imaginar que isso poderia se tornar um jeito de entender mais sobre ciência e engenharia”, conta o aluno. Graças ao trabalho realizado, ele sonha cursar engenharia mecatrônica.


Vencedores

Conheça os melhores projetos por modalidade
 
Educação infantil: 
Creche Pão de Santo Antônio, Jardim de Infância 316 Sul e Jardim de Infância 303 sul.
 
Anos iniciais: 
Escola Classe 415 Norte, Escola Classe 708 Norte e Escola Classe 115 Norte
 
Anos finais: 
Centro de Ensino Fundamental Caseb, Centro de Ensino Fundamental 102 Norte e Escola do Parque da Cidade.
 
Educação profissional: 
Centro de Educacional 1 do Cruzeiro (3 trabalhos)
 
Ensino médio: 
Centro de Ensino Médio da Asa Norte (2 trabalhos) e Centro de Ensino Médio Elefante Branco
 
EJA: 
Escola de Meninos e Meninas do Parque (3 trabalhos)
 
Especial: 
Centro de Ensino Especial 1 de Brasília, Escola Classe 411 Norte e Centro Educacional Gisno.
 
Altas habilidades: 
Escola Classe 111 Sul
 
 
 

*Estagiário sob a supervisão de Ana Paula Lisboa