Olimpíada

Conheça Miriam, a menina que vai representar o Brasil em olimpíada no Chile

Ela é a única garota num time de cinco jovens que vão representar o país na 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica

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postado em 29/09/2017 20:53

A primeira etapa contava com 88 mil estudantes. Depois de várias peneiras, cinco foram selecionados para representar o Brasil na 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), em Antofagasta, no Chile, entre 8 e 14 de outubro. São quatro rapazes e uma única moça, Miriam Harumi Koga, 17 anos, moradora de Guarulhos, São Paulo. “Fico meio chateada por ser a única, porque eu sei que não se trata de incapacidade das meninas, mas, sim, de como a sociedade trata cada gênero”, reclama. Entretanto, ela não sente o peso de representar todas as mulheres. “Vou dar apenas o meu melhor”, avisa.

A estudante dedica 12 horas diárias aos estudos, mas não recomenda a atividade além do limite físico porque ocorre o efeito contrário do esperado: a queda no rendimento. “No 2º ano do ensino médio, passei mal durante a prova da Olimpíada Brasileira de Química e tive que deixar a prova e a competição”, lembra. Uma boa noite de sono e esportes são dicas de Miriam, que joga handebol nas horas vagas.

O currículo da jovem é invejável: ela coleciona 42 medalhas em pelejas regionais, estaduais e nacionais nas áreas de exatas e ciências. No âmbito internacional, foi classificada três vezes para a Olimpíada de Mayo, competição global de matemática. Após conquistar a medalha de ouro na 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, obteve a oportunidade de representar o país no certame latino-americano, no Chile. “Quando recebi a notícia da seleção, fiquei chocada. Tive insônia à noite. Não tinha ideia que chegaria a esse ponto. Agora, quando olho para trás, vejo que consegui devido ao meu esforço”, conta.

Paixão pelas exatas

A aluna do Colégio Mater Amabilis, situado em Guarulhos, começou a paixão pela astronomia quando tinha apenas nove anos, quando decidiu se aventurar em uma olimpíada da área na escola. Porém, relata ter interesse pelas matérias de exatas desde mais cedo que isso. Hoje, Miriam tem como sonho ser especialista em engenharia de materiais e associar o conhecimento à medicina, na atividade de confecção de próteses e outros equipamentos. Inspiração? “Todas as amizades que faço nas olimpíadas das quais participo”, confessa, e não deixa de citar também outras mulheres que se destacam na área das exatas. Uma delas é Tabata Amaral de Pontes, estudante oriunda da periferia de São Paulo, graduada em ciência política e astrofísica na Universidade Harvard.
 
*Estagiário sob supervisão de Jairo Macedo