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Correio Braziliense

Trabalho

Menos oferta de emprego

O número de vagas não acompanhou o aumento da população economicamente ativa, que chegou a 49 mil pessoas, das quais só 10 mil conseguiram uma colocação. Para o governo, o momento é de estabilidade

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postado em 28/09/2012 08:00 / atualizado em 27/09/2012 10:45

Antonio Cunha
Após registrar nos cinco primeiros meses do ano taxas de desemprego menores do que em igual período de 2011, o mercado de trabalho começa a dar sinais de arrefecimento. A partir de junho, o número de pessoas sem ocupação cresceu e, em agosto, chegou a 12,6%. Nos últimos 12 meses, 49 mil moradores do Distrito Federal ascenderam ao nível de população economicamente ativa, mas, desse total, 10 mil não encontraram uma vaga no mercado. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-DF), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em parceria com a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e Secretaria de Trabalho.

Apesar do sinal de alerta, pelo quarto mês consecutivo, a taxa de desemprego do Distrito Federal registrou uma leve queda no acumulado do ano, encarado pelo governo como um movimento de estabilidade. O índice de agosto ficou 0,1 ponto percentual inferior ao de julho (12,7%).

Contradição

Entre os setores responsáveis por manter as contratações em alta estão a indústria de transformação, que empregou 2 mil pessoas; o comércio e a reparação de veículos, que deu oportunidades de trabalho a mais 2 mil profissionais; e a administração pública, com outras 3 mil efetivações. Na opinião do presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, o crescimento da população economicamente ativa merece um acompanhamento diferenciado, uma vez que, nos últimos oito meses, 38 mil pessoas passaram a procurar emprego. “Apesar do momento econômico ser ruim no país e no mundo, vivemos uma situação mais confortável no DF. Essa melhora traz mais pessoas para o mercado. E nem sempre toda a mão de obra é absorvida, o que pode parecer uma contradição”, detalha.

Qualificação

Na avaliação do secretário de Trabalho, bispo Renato Andrade, a formação profissional é o melhor caminho para que os desempregados consigam vagas no mercado de trabalho. Segundo ele, a pasta investirá em cursos e programas de qualificação para que os cidadãos consigam cumprir as exigências das empresas. “Aliado a essas iniciativas, o governo também atrairá investimentos para o DF que dependem de mão de obra especializada, como a Cidade Digital e a ampliação do Polo JK”, completa.

O estudante de ciência da computação Paulo Henrique Santos, 26 anos, esteve ontem na Agência do Trabalhador do Plano Piloto para se candidatar a uma vaga de motorista particular. Desempregado há um mês, ele pediu demissão em uma empresa de segurança eletrônica para poder estudar mais. De acordo com Santos, o mercado cobra melhor formação, mas em alguns casos, os patrões não são compreensivos em criar uma carga horária diferenciada para quem deseja se capacitar.

Crédito disponível Entre os projetos criados pela Secretaria de Trabalho para diminuir as taxas de desemprego da capital federal está o programa de microcrédito Prospera. A pasta espera alavancar os negócios de trabalhadores informais, empreendedores individuais, formalizar empresários e elevar a oferta de vagas na capital. A pós quatro meses em operação, o programa emprestou R$ 2,144 milhões a 558 empreendedores.

A meta dos coordenadores do projeto é alcançar 1,2 mil empresários brasilienses e colocar no mercado até R$ 5 milhões. Atualmente, a pasta tem em caixa R$ 11 milhões do Fundo para Geração de Emprego e Renda do Distrito Federal (Funger). As cidades em que mais foram contratados financiamentos são Ceilândia (91), Planaltina (84), Taguatinga (69), Gama(54) e Samambaia (49). O valor médio de cada operação foi de R$ 3.842,29, e 67% dos empréstimos foram concedidos a mulheres.

O Prospera tem uma carteira urbana e outra rural. Nos dois casos, um agente de crédito da secretaria vai até o interessado, depois de ele preencher uma ficha cadastral em uma das 18 agências do trabalhador ou em um dos 19 postos de atendimento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Caso o solicitante não faça parte de nenhum dos cadastros de maus pagadores, tenha faturamento mensal de até R$ 5 mil se for pessoa física, ou arrecade mensalmente até R$ 20 mil, se for pessoa jurídica, ele será entrevistado pelo agente. Após o encontro, a proposta é submetida ao comitê gestor que decide sobre a liberação do empréstimo.

Em nenhum dos casos é cobrada Taxa de Abertura de Crédito (TAC). O recurso urbano pode ser aplicado em capital de giro ou aquisição de máquinas e equipamentos. São oferecidos financiamentos de até R$ 11 mil para pessoa física, e de até R$ 22 mil para pessoa jurídica. No caso de cooperativas, o limite é de até R$ 56 mil. Apenas 25% desses valores são disponíveis na primeira requisição, pois a oferta é progressiva. O prazo de pagamento é de até 18 meses, com carência. Os juros são de no máximo 7,5% ao ano.

Na linha rural, o dinheiro pode ser destinado a custeio e investimento. O limite de crédito segue a mesma regra do urbano, mas o primeiro empréstimo pode ser de até 50% do teto. Os juros são de 3% ao ano, e o pagamento pode ser feito em até 60 meses. Assim que aprovado, o empreendedor vai até o Banco de Brasília (BRB) e saca o recurso. Os agentes financeiros fazem o acompanhamento do negócio em pelo menos três visitas e ainda trabalham com o beneficiário os conceitos de educação financeira. (AT)

Formalização

O empresário que ainda não formalizou a sua atividade pode fazer o processo gratuitamente pelo site www.portaldoempreendedor.gov.br. O programa está aberto ao profissional autônomo com faturamento de até R$ 60 mil por ano e com um empregado contratado por um salário mínimo ou piso da categoria. Quem se cadastra tem direito a benefícios previdenciários, como auxílio-doença, aposentadoria por idade, salário-maternidade, pensão e auxílio-reclusão. O registro também facilita a abertura de conta em banco e o acesso a crédito com juros mais baratos.

Fique atento

» Data do primeiro turno: 7 de outubro, das 8h às 17h nos postos de justificativa

» Data do segundo turno: 28 de outubro, das 8h às 17h nos postos de justificativa

» Data final para retirar 2ª via do título de eleitor: 27 de setembro (a apresentação do documento não é obrigatória. Basta ter o número do título para justificar ou votar nos municípios)

 

» As urnas serão lacradas até amanhã

» Cerca de 200 mil eleitores devem justificar o voto no DF. O site para informações é o www.tre-df.jus.br e o telefone: 3048.4000.

» Os eleitores devem levar para os locais de justificativa um documento de identificação oficial, o número do título de eleitor e o formulário de justificativa. Este pode ser preenchido antecipadamente, mas deve ser assinado na presença de um mesário.

» Quem não justificar no dia das eleições terá 60 dias, a contar da data do pleito, para prestar explicações à Justiça Eleitoral,
no estado de origem.

» Aqueles que não tiverem a certidão de quitação eleitoral ficam impedidos de tirar passaporte, assumir alguns cargos públicos, entre outros.

 

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