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CNI afirma que educação é a base para crescimento da indústria até 2022

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postado em 22/05/2013 14:48 / atualizado em 22/05/2013 15:15

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022.  O documento, que é o resultado final de pesquisa de nove meses feita com 500 representantes empresariais, identifica maneiras de se viabilizar o avanço do setor industrial brasileiro na próxima década. Veja o relatório completo.
 
Para duplicar a produtividade média atual até 2022, a CNI apresentou dez fatores-chave capazes de contribuir para o aumento da produção e da competitividade e estabeleceu metas a serem cumpridas em cada um dos seguintes pontos: ambiente macroeconômico; eficiência do Estado; segurança jurídica e burocracia; desenvolvimento de mercados; relações de trabalho; financiamento; infraestrutura; tributação; inovação e produtividade; e, principalmente, educação.

O relatório evidencia que "equipes educadas e engenheiros bem formados utilizam melhor os equipamentos, criam soluções para os problemas do dia a dia, adaptam processos e produtos e desenvolvem e implementam inovações". Ou seja, a situação educacional se reflete na qualificação da mão de obra da indústria brasileira e influencia diretamente os resultados alcançados pelo setor. Assim, a educação é a base para a obtenção do crescimento almejado para os próximos dez anos.   
 
A CNI, no entanto, reitera a necessidade de investimentos na área, que ainda possui uma série de deficiências a serem superadas, como a baixa qualidade da educação básica, a reduzida oferta de ensino profissional e as falhas no ensino superior.  O estudo propõe como meta a melhora na qualidade da educação e o aumento da oferta de engenheiros e tecnólogos para que a indústria possa contar com profissionais mais qualificados no futuro. Também é essencial que o Brasil avance posições nos rankings mundiais da educação para que o setor consiga enfrentar a crescente competição internacional.

Avaliação da educação brasileira

Segundo o Global Competitiveness Report 2012-2013, o  Brasil ocupa a 126ª posição em termos de qualidade da educação primária, a 57ª posição em ensino superior e treinamento, e está na 113ª  posição de 144 países na disponibilidade de engenheiros e cientistas.
 
Em 2009, o país ficou apenas na 54ª colocação no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que analisa os conhecimentos dos alunos sobre leitura, ciências e matemática - pior quesito entre os estudantes brasileiros.

A carência no conhecimento matemático também foi constatado pelos dados da Prova Brasil de 2011, que avaliou alunos brasileiros do 5° e do 9° ano. De acordo com a verificação, a maioria dos alunos chega ao 5° ano com conhecimento insuficiente em português e matemática, 37% e 33%, respectivamente. E a proporção de alunos que saem do ensino fundamental sem a competência necessária nas duas disciplinas é maior ainda: 22% aprendem bem português e apenas 12% matemática. O movimento Todos pela Educação prevê que, até 2022, ao menos 70% dos estudantes devem aprender o adequado de acordo com a avaliação da Prova Brasil.

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