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Educação profissional pode favorecer competitividade da indústria

Confederação aponta medidas para aumentar a competitividade do país, como aprendizado com foco na prática e investimento na formação de engenheiros e tecnólogos

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postado em 19/06/2013 14:37

Agência Senado

A educação é apontada como o principal fator-chave para a competitividade da indústria brasileira nos próximos anos, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013–2022, em que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca os pontos considerados mais importantes para o desenvolvimento do setor no país. Também aborda questões como as tendências nacionais e mundiais que afetam a indústria. O documento foi apresentado ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em audiência pública com o presidente da CNI, ­Robson Braga de Andrade.

Andrade disse que, nesta quarta-feira, a indústria de transformação representa cerca de 14% do produto interno bruto (PIB). Segundo ele, o objetivo da CNI, a partir do mapa, é que a indústria de transformação alcance mais de 20% do PIB até 2022.

Na avaliação de Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia da CNI, para aumentar a competitividade da indústria nacional, uma das principais medidas a serem tomadas é a ampliação e a melhora da educação profissional, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos, com um ensino que não seja “academicista”, mas sim focado no trabalho e na aprendizagem prática.

Lucchesi criticou a “cultura do bacharelado”, que leva o conteúdo curricular das ­escolas a ser estruturado como se todos fossem fazer vestibular e ingressar no nível superior.

"Isso provoca uma enorme exclusão do processo de preparação para o mundo do trabalho"  protestou.

Por isso, argumenta, é preciso verificar o que acontece nos países desenvolvidos e “corrigir a matriz educacional brasileira”.

"Enquanto no Brasil apenas 6% dos jovens de 15 a 19 anos fazem educação profissional junto com a educação regular, na Alemanha esse percentual é de 53% e, no Japão, de 55%"  ressaltou.

O diretor da CNI também citou uma pesquisa segundo a qual os jovens querem um ensino que tenha foco no trabalho e na aprendizagem prática, em contraste com uma escola que é “excessivamente academicista”. Ele destacou a importância do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

"O Brasil precisa de uma escola que dialogue com a juventude, que sirva às necessidades da competitividade, dando ênfase em habilidades e competências" frisou.

Engenheiros

No âmbito do ensino superior, Lucchesi defendeu o estímulo à formação de engenheiros e tecnólogos. Segundo ele, de cada 100 graduados no país, somente 5 são engenheiros, enquanto na China a marca é de 36 e, na Coreia do Sul, de 25. Sobre a pós-graduação, Lucchesi afirmou que “apenas” 13% dos apoios e financiamentos oferecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes, vinculada ao Ministério da Educação) aos programas de pós seriam destinados a cursos de Engenharia e “ciências duras”.

" Precisamos de uma política educacional à altura dos desafios do Brasil " reiterou.
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