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Interesse pelos livros melhora desempenho de alunos em SC

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postado em 19/08/2013 15:21

Para satisfação dos professores, alunos que gostam de ler, apresentam bom nível de interpretação de textos e frequentam bibliotecas são realidade na Escola Municipal de Ensino Fundamental Atayde Machado, de Jaraguá do Sul, no nordeste de Santa Catarina. Os bons resultados obtidos pelos estudantes podem ser atribuídos às orientações do Projeto de Incentivo à Leitura, da Secretaria de Educação do município, adotadas na escola e em outras 30 unidades da rede municipal de ensino desde 2007.

“O aluno passa a compreender melhor o mundo, a adquirir conhecimentos e a ser um cidadão crítico e consciente”, afirma a articuladora do projeto, Andreia Silveira Camillo. Além de aumentar o interesse dos alunos pelos livros, o projeto modificou o comportamento de alunos, pais, professores e funcionários. “Tornaram-se leitores mais assíduos”, comemora a professora.

Para a diretora da escola, Karin Hansen Voigt, o projeto abriu mais portas para a leitura e para o exercício da criatividade. “Consequentemente, foi despertado o gosto pela leitura, com formação de novos leitores e revelação de talentos adormecidos”, analisa. Há 21 anos no magistério, cinco dos quais na direção da escola, que atende 230 alunos, Karin tem graduação em letras e especialização em psicopedagogia.

A cada ano, são tomadas decisões sobre a nova edição do projeto, como temas e escolha dos autores. “Quando os professores podem opinar e decidir o que querem, o projeto acontece de forma muito mais efetiva e alcança melhores resultados”, diz Dionara Radünz Bard, auxiliar de biblioteca. Graduada em letras, com pós-graduação em línguas modernas – português e inglês, ela trabalhou como professora durante 20 anos.

Acervo
Segundo Dionara, a biblioteca escolar tem um acervo muito rico, com mais de quatro mil títulos de literatura. Também há estantes com livros, revistas, gibis e jornais em áreas como o pátio coberto, refeitório e sala dos professores. Mais obras estão disponíveis nos cantinhos de leitura, nas salas de aula.

Todos os professores participam do projeto de leitura. “Cada um aproveita o que acha interessante e adequado para a sua disciplina”, salienta Dionara. No desenvolvimento dos trabalhos são incluídas atividades variadas e diferentes formas de contar histórias, como fantoches, teatro de sombras e dramatizações, além de diversas técnicas de leitura.

“Levo jornais para a sala de aula, para leitura de textos. Levo também revistas para que os alunos possam ver como são escritas as cartas dos leitores e para apreciação de artigos de divulgação científica”, revela o professor José Ediberto Torizani, de língua portuguesa. Além disso, ele lê para os alunos histórias em capítulos. “Já li, por exemplo, Descanse em Paz, Meu Amor e A Droga da Obediência, de Pedro Bandeira, e estou lendo A Menina que Fez a América, de Ilka Brunhilde Laurito”.

Torizani, que dá aulas a turmas das séries finais do ensino fundamental, já observou maior concentração de alunos durante as atividades na biblioteca e um posicionamento crítico em relação ao que eles leem. “Os estudantes conseguem, por exemplo, avaliar a qualidade de uma obra literária”, afirma. O professor também notou resultados relacionados à produção textual, como uso de figuras de linguagem e de estruturas gramaticais, além de criatividade. Graduado em letras, Torizani tem mestrado em ciências da linguagem e especialização em leitura e produção de textos.

Uma atividade que envolve toda a comunidade escolar é o tempo de leitura, período de 15 minutos no qual cada um pode ler o que quiser, no espaço que quiser. Isso ocorre logo após o encontro semanal, no pátio, para cantar o Hino Nacional, da Bandeira, do estado ou do município. No fim desse tempo, todos voltam para seus locais habituais de trabalho.

De acordo com a professora Andreia, além dos temas definidos pela comunidade escolar, a Secretaria da Educação sugere outros, a ser trabalhados nos projetos das escolas, como culturas africana e indígena e inclusão de pessoas com deficiência.

Cada escola desenvolve as ações desenvolvidas dentro do projeto, no decorrer do ano, com participação de toda a comunidade. No quarto bimestre do ano letivo, os articuladores de leitura apresentam as ações desenvolvidas em cada escola às demais unidades da rede municipal. “É nesse momento que ocorre a troca de ideias e a melhoria do projeto de incentivo à leitura para o ano seguinte”, diz Andreia.
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