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Novo programa cria cursos para a demanda do setor produtivo

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postado em 27/09/2013 15:19 / atualizado em 27/09/2013 15:24

(Foto: www.guiatextil.com)
O acabador de calçados é um profissional que coloca solados, fixa saltos e palmilhas, revisa numeração, costuras e colagem, registra a ocorrência de falhas e defeitos na linha de produção e prepara calçados para a expedição. Esse tipo de profissional é formado em curso de 160 horas, gratuito, com exigência de ensino fundamental completo, dirigido a jovens e adultos. O curso faz parte do Pronatec Brasil Maior, nova modalidade do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Ação conjunta dos ministérios da Educação e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o novo programa abre cursos e vagas a partir da listagem das necessidades de mão de obra qualificada informada por setores estratégicos da economia nacional. A primeira relação de áreas profissionais e de pedidos de vagas para 2013 e 2014 foi apresentada pelo Mdic, durante o lançamento do Brasil Maior, no dia 19 último.

Em 18 unidades federativas das cinco regiões do país, 11 setores da economia pediram a abertura de 118,3 mil vagas. O têxtil, por exemplo, espera 47,3 mil; a construção civil, 29,6 mil; as energias renováveis, 18,5 mil; tecnologias da informação e comunicação e complexo eletroeletrônico, 13,2 mil.

Para o setor têxtil, que está em expansão no país, o Pronatec Brasil Maior oferece vários cursos, entre os quais o de costureiro industrial de vestuário, com 200 horas de aula e exigência de ensino fundamental incompleto. Ao concluir a formação, o profissional estará capacitado a operar máquina de costura industrial e confeccionar peças de vestuário sob tabela de medidas. Na execução do trabalho, ele está submetido a supervisão técnica.

De acordo com a coordenadora-geral de desenvolvimento e monitoramento de programas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, Nilva Schroeder, o Pronatec Brasil Maior articula as necessidades de qualificação profissional apontadas pelos setores produtivos e industriais com a oferta de cursos de educação técnica gratuita em cada região. O Sudeste, a mais industrializada do país, por exemplo, informou a maior necessidade de vagas. São 59,4 mil — em São Paulo, 38 mil; Minas Gerais, 10,9 mil; Rio de Janeiro, 10,5 mil.

A região Sul está em segundo lugar, com pedido de 24,4 mil vagas. Santa Catarina requer 12,2 mil; Paraná, 6,6 mil; Rio Grande do Sul, 5,6 mil.

Procura

Para saber onde há vagas e em que cursos, jovens e adultos devem procurar as empresas em suas cidades. No Pronatec Brasil Maior, o MEC e o Mdic fizeram parcerias com entidades que representam diversos setores. Cabe às empresas dessas áreas divulgar as vagas e encaminhar os trabalhadores a cursos de formação inicial e continuada (FIC) ou técnicos.

A formação e a certificação profissional são responsabilidades das entidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, do Sistema S, das redes estaduais e municipais e das instituições particulares de educação superior e técnica. Os cursos de formação inicial e continuada têm carga horária mínima de 160 horas; os cursos técnicos de 800 horas.

Nilva Schroeder destaca que a formação é gratuita. As entidades formadoras recebem recursos do Ministério da Educação e devem garantir assistência estudantil em itens como alimentação e transporte, material didático e escolar, além de uniformes, quando a profissão exigir.

Dados da Setec mostram que o Pronatec registrou 4,3 milhões de matrículas entre 2011 e 2013. Dessas, 3 milhões foram registradas em cursos de formação inicial e continuada e 1,2 milhão em cursos técnicos.
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