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Correio Braziliense

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Alunos da ETB enfrentam o desafio de aprimorar as funções de um robô

Epaminondas, como é chamado, será capaz de suportar grandes cargas, visitar áreas de risco e desarmar bombas

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postado em 02/10/2013 19:54 / atualizado em 03/10/2013 15:10

Carlos Vieira/CB/D.A Press
O grupo de pesquisa de robótica da Escola Técnica de Brasília (ETB) tem um desafio neste semestre: automatizar o robô Epaminondas. No projeto, iniciado no 2º semestre de 2012, consta que o robô será capaz de suportar grandes cargas, além de visitar áreas de risco e desarmar bombas. A proposta foi feita diante da demanda por segurança pública para os grandes eventos internacionais programados para os próximos anos no país, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Todo semestre são formadas três turmas de 25 alunos para participar do grupo de robótica da escola. Dessa vez, o número de estudantes cresceu e duas turmas foram criadas, totalizando cinco grupos. O professor do curso de eletrônica, Izaias Cabral, acredita que essa procura seria ainda maior se a robótica fosse mais divulgada na rede pública de ensino. "Não só eu, mas vários professores esperam que o curso de robótica seja inserido também em outros centros de ensino público. O investimento na educação para as áreas de tecnologia e inovação ainda é muito baixo", afirma Cabral.

De acordo com o professor e coordenador responsável pelo projeto do robô Epaminondas, Marcos Antônio Pinheiro, a robótica tem atraído cada vez mais estudantes. "Por ser uma área que junta várias especialidades, como eletrônica, informática, eletrotécnica e telecomunicação, os jovens estão percebendo a importância de desenvolver projetos que podem ser muito úteis futuramente. O Epaminondas é um exemplo claro de como essas áreas são importantes para a realização de um projeto", diz.

Os estudantes do grupo de pesquisa concordam com o professor. João Pedro Macleure, 17 anos, estudante do 4º semestre de informática, quer aliar seus conhecimentos teóricos à prática. "A robótica vai permitir que eu amplie meus conhecimentos em informática e, assim, eu posso contribuir em melhorias para que o Epaminondas seja cada vez mais completo."

Para o estudante Alex José Sousa da Rocha, 20 anos, do 1º semestre de eletrotécnica, a curiosidade por tecnologia foi o que o motivou a participar do projeto do robô Epaminondas. "Sempre tive interesse por tecnologia, e quando vi que a ETB oferece o curso de robótica percebi que era uma chance de colocar em prática o que vemos em sala de aula".

Já a mineira Taynara Mendes, 17 anos, do 3º semestre de eletrotécnica, afirma que o interesse nas áreas tecnológicas começou ainda quando era criança. "Sempre quis entender o porquê e como as coisas funcionam. Eu costumava desmontar controles remotos e pequenos aparelhos. Quando comecei a cursar eletrotécnica vi que meu objetivo era tentar aplicar esses conhecimentos e desenvolver novos projetos".

O estudante Guilherme Batista, 22 anos, do 3º semestre em eletrônica, destaca o fato de os dois cursos - eletrônica e eletrotécnica - serem complementares. "Um curso completa o outro, e os dois são extremamente importantes. Tanto é que trabalhamos juntos na robótica e assim vamos cooperar para que o Epaminondas seja automatizado e melhore ainda mais suas funções", acrescenta.

As atividades do grupo começaram em 24 de setembro. Até o fim do semestre, os alunos terão construído um equipamento robótico que será apresentado na feira ETBMIX. Neste ano, a 27ª edição ocorrerá em 7 de dezembro, com a exposição de diversos projetos desenvolvidos pelos alunos da escola.

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