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Estudante mineiro afirma que Parlamento mudou a sua vida

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postado em 24/04/2014 18:58 / atualizado em 24/04/2014 19:02

“Eu participei desse projeto e ele mudou a minha vida”, comenta o estudante Gustavo Medrado, de Uberlândia (MG), ao defender a participação de outros jovens no Parlamento Juvenil do Mercosul (PMJ). Ele credita a sua escolha profissional ao aprendizado sobre a vida política, social e cultural adquirida como parlamentar. “Política era uma coisa do outro mundo, não me interessava, agora tenho uma visão muito mais ampla sobre direitos e deveres dos cidadãos”, admite.

As candidaturas para a terceira edição do Parlamento, relativa ao período de 2014-2016, estão abertas. Podem se candidatar alunos do ensino médio da rede pública matriculados no primeiro ou segundo ano, na faixa etária de 14 a 17 anos. O prazo para que as secretarias estaduais de educação apresentem os três candidatos selecionados por unidade federativa à Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação se encerra em 15 de maio. O MEC arcará com as despesas de passagem e hospedagem para a etapa nacional, prevista para ocorrer em Vitória, no início do mês de junho.

Gustavo é estudante de comunicação social, e descreve o jornalismo como a profissão de seus sonhos. “Devo a escolha desse curso inteiramente ao Parlamento Juvenil, que me mostrou o quanto é importante expressar nossas opiniões e defender nossas ideias”, afirma.

Selecionado aos 15 anos, na Escola Estadual Parque São Jorge, situada na periferia de Uberlândia, Gustavo, agora aos 17, não para de atuar politicamente. Incentivou e ajudou a criar o Parlamento Jovem de Uberlândia. “Pretendo seguir na carreira jornalística, mas não nego que tenho vontade de, no futuro, disputar um cargo eletivo”, admite.

Periferia
“Venho de uma escola pública de periferia, onde sofremos muito com o descaso”, conta ele. “O espírito de impotência pairava sobre nós, não tínhamos autoestima o suficiente para participar de uma competição, pois não nos julgávamos capazes de obter tal mérito”, relata Gustavo. O incentivo da professora foi decisivo para encorajá-lo a se candidatar.

“Tudo mudou quando minha professora de língua portuguesa, Maribeth Paes, começou a nos motivar e nos encorajar, dizendo que éramos tão capazes quanto qualquer outro. Ela era determinada, queria proporcionar melhores oportunidades a seus alunos e nos incentivou a participar do processo seletivo”, recorda o estudante, agradecido.

Em Minas Gerais, Gustavo concorreu à representação do estado em concurso de redação cujo tema era O ensino médio que queremos. Os 10 selecionados para a segunda etapa estadual produziram um vídeo de 2 minutos explicando a razão de suas candidaturas ao parlamento. Uma comissão selecionou três jovens para a etapa nacional, que aconteceu em 2012 em Brasília. Entusiasta do parlamento, Gustavo já conversou a respeito com a Secretaria de Educação do estado, e está divulgando a oportunidade para jovens de sua cidade e arredores.

Gustavo mora com a mãe, irmão, tia e prima. O pai mora em Goiânia.  São todos orgulhosos do primeiro membro da família a conquistar tamanha representatividade. “Eles me apoiaram em todos os momentos e me incentivam a lutar cada vez mais pelos direitos da juventude”, comenta.

Amigos
No Parlamento, a família de Gustavo cresceu. “A palavra amigo é pequena para se dirigir aos companheiros nacionais e internacionais que tive durante esses dois anos”, observa. “Eles foram muito mais do que isso, foram irmãos que estavam presentes nos melhores e nos piores momentos, participavam da minha vida. O nosso mandato pode chegar ao fim, mas creio que amizades como essas eu levarei para o resto da vida. Planos para nos encontrarmos é o que não falta”, garante.

“Precisamos fortalecer o verdadeiro Mercosul, precisamos mostrar aos jovens os aspectos culturais, sociais e educacionais que esse bloco tem a oferecer”, frisa Gustavo. “Espero que o parlamento possibilite a entrada de novos parceiros da América do Sul. Vejo a integração como uma ferramenta indispensável para o sucesso do bloco, mas não podemos esquecer os aspectos culturais, sociais e educacionais”, preconiza o futuro jornalista.

O MEC recomendou às secretarias estaduais que orientem as escolas a promover encontros de no mínimo quatro horas, com o número máximo de estudantes, para apresentação de candidaturas e debates. Cada estado elegerá três representantes e o ministério solicitou a observância à garantia de representação por gênero, estudantes negros, indígenas e moradores de comunidades populares, ou da área rural ou pessoas com deficiência.

Fonte: Ascom/MEC
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