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Senai reúne 130 diplomatas para firmar parcerias em educação profissional

Encontro nesta quinta-feira (27/11) em Brasília teve como tema cooperação internacional no ensino profissionalizante. Nos últimos quatro anos, entidade triplicou número de projetos no exterior voltados a essa área

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postado em 27/11/2014 20:41 / atualizado em 28/11/2014 10:51

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) se reuniu com um grupo de 130 diplomatas de 92 países para tratar de oportunidades de acordos internacionais nas áreas de educação profissional e tecnologia. Essa é a primeira vez que a instituição responsável pela formação de trabalhadores na indústria brasileira apresenta os projetos que desenvolve no exterior para representantes de embaixadas no Brasil.

Briefing Diplomático – que tem sua segunda edição – faz parte de um esforço da CNI para se aproximar diretamente com as representações de outros países no Brasil. A primeira edição, realizada em junho deste ano, teve como tema infraestrutura. A escolha do tema sobre educação profissional e tecnologia foi definida pelos próprios diplomatas.

O interesse pelo tema da educação se explica pelo fortalecimento do Senai como ator da cooperação internacional brasileira. Nos últimos quatro anos, a instituição triplicou o número de parcerias internacionais. Saiu de 22 em 2010 para 68 em 2014, quando os valores chegaram a R$ 154 milhões, e as ações, a todos os continentes.

Entre as ações de maior destaque está a construção de nove centros de formação profissional em outros países. O mais novo deles será inaugurado em dezembro em Lima (Peru). Os outros têm sede na Guatemala, Jamaica, Paraguai, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Timor-Leste. A atuação dessas unidades é sempre ligada a educação profissional, inovação ou tecnologia. O Senai, em conjunto com equipes locais, define o escopo técnico (formato e equipamentos) e o perfil da equipe que ficará responsável pelas unidades. Depois disso, os próprios países mantêm o funcionamento.

Além dessa cooperação, o Senai também vem estabelecendo parcerias com países desenvolvidos – foram 25 entre 2010 e 2014. Segundo o gerente executivo de Relações Internacionais do Senai, Frederico Lamego, essa é uma forma de manter-se atualizado em relação à tecnologia. A entidade recorreu, por exemplo, ao Instituto Fraunhofer, da Alemanha, apoio na elaboração dos planos de negócios para a gestão da rede de 26 Institutos de Inovação e Tecnologia. Trata-se de um conjunto de unidades do Senai voltada à pesquisa aplicada e inovação para que empresas de grande, médio e pequeno porte transformem suas ideias em produtos e processos inovadores. Atualmente, das 21 indústrias nacionais com atuação na África e na América Latina, 11 já receberam ou estão negociando algum tipo de apoio técnico do Senai no exterior.
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