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Incubadora da UFMS amplia as atividades em assentamentos

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postado em 26/03/2015 13:04 / atualizado em 26/03/2015 13:05

Portal MEC

O projeto Economia Solidária dá início, em 2015, a mais uma fase da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Desta vez, em Corguinho, a 100 quilômetros da capital, Campo Grande. No município serão beneficiadas mais de 300 famílias nos assentamentos Rancho Alegre, Corguinho e Torre de Pedra, além da comunidade quilombola Boa Sorte.

 

A incubadora teve início em 2009, na cidade de Naviraí. Hoje, abrange dez cidades sul-mato-grossenses, com atendimento à saúde e assistência técnica voltada a toda a cadeia produtiva da agricultura familiar, desde a produção até a comercialização. Uma das vantagens imediatas da implantação do projeto em Corguinho será a adesão do município ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), organização do Ministério da Agricultura que certifica inspeção e qualidade da produção.

 

De acordo com a técnica administrativa da UFMS Mirian Aveiro, coordenadora do projeto, o planejamento das atividades é definido pelas próprias famílias participantes. O diagnóstico das necessidades da região tem início pelos produtos incluídos na merenda escolar. Todas as áreas do conhecimento envolvidas com a agricultura e com a vida das famílias no campo são contempladas nas atividades da incubadora.

 

Professores, técnicos e estudantes de vários cursos da UFMS participam como voluntários-bolsistas do projeto. São realizadas atividades das áreas de medicina e odontologia, que levam atendimento de saúde às comunidades. Também as ciências sociais e humanas estão presentes. O projeto tem atividades de alfabetização, capacitação de professores, palestras e cursos de economia e administração. “Nas áreas específicas, temos dois núcleos: produção vegetal, que cuida do solo, com profissionais e estudantes de agronomia, biologia, engenharia ambiental, e a produção animal, com veterinária e zootecnia, entre outros” diz a coordenadora. “Assim, a assistência técnica oferecida aos agricultores é abrangente e consegue abarcar toda a cadeia produtiva.”

 

Comercialização — Depois da produção, o projeto, cuja metodologia exige a permanência de pelo menos cinco anos em cada município, trata da comercialização dos produtos. Por meio de convênios e parcerias, eles são comprados pela prefeitura para a merenda escolar, pelo mercado local e também pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

 

Além do aspecto econômico, a incubadora tem caráter social, ao buscar atividades de geração de renda para mulheres nas comunidades. “Trabalhamos a questão de gênero, organizamos a formação de associações de mulheres para atuar com produção de frango, por exemplo”, diz Mirian. “A venda é garantida pelos meios do próprio projeto, o que tem resultado em renda e aumento na qualidade de vida para as famílias atendidas.”

 

Nesta nova etapa, após o pioneiro município de Naviraí, outras oito cidades aderem ao projeto da UFMS — Jaraguari, Campo Grande, Bandeirantes, Ribas do Rio Pardo, Maracaju, Caracol, Porto Murtinho e Bonito. O objetivo, a partir dessa expansão, é “fechar a cadeia produtiva”, como diz a coordenadora, com o fortalecimento da distribuição e comercialização dos produtos.

O próximo passo será a construção do MercoSol, Mercado Solidário, em área cedida pela Reitoria da UFMS em Campo Grande, com recursos oriundos dos municípios participantes. A ideia é criar um polo de comercialização regional para a agricultura familiar para ampliar o mercado consumidor do estado.

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