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Correio Braziliense

Educação profissional

Empresários e investidores vão conhecer projetos de institutos

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postado em 26/05/2015 13:01

Portal MEC

Transformar propostas inovadoras em produtos e serviços para o mercado é o objetivo do Giro de Ideias, evento que mostrará a empresários e investidores o trabalho de pesquisadores dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O encontro é parte integrante da programação do 3º Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT), no dia 28 próximo, a partir das 9h, no auditório da Inovação, no Centro de Convenções de Recife, Pernambuco.

 

O Giro de Ideias é uma iniciativa da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, em parceria com o programa Inovativa Brasil, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Todos os projetos apresentados receberam financiamento público a partir de editais de fomento à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológicos divulgados pela Setec e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

“Vamos realizar uma rodada de negócios, onde os pesquisadores terão um tempo determinado para apresentar o seu projeto e demonstrar a viabilidade técnica ao grupo de investidores presentes”, afirma o assessor de inovação do Núcleo Estruturante da Política de Inovação da Setec, André Luiz Carneiro de Araújo. “A expectativa é que possamos sair de lá com conversas encaminhadas para a viabilização comercial de novos produtos e serviços.”

 

Prótese — Um dos projetos do Giro de Ideias é o de próteses faciais e cranianas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).  Uma nova tecnologia aperfeiçoa a confecção de próteses para substituição de tecidos danificados na face de pacientes vítimas de câncer. O produto, já em uso por pessoas que fazem tratamento no Hospital do Câncer de Pernambuco, em Recife, é de qualidade superior à das antigas próteses.

 

“A prótese anterior tinha como matéria-prima uma resina acrílica e apresentava limitações, tais como mudança de cor e alta rigidez, o que gerava desconforto nos paciente e as tornava quebradiças, tendo o tempo de utilização de seis meses”, explica a coordenadora do projeto, professora Daniela Sales Carvalho Araújo, do Instituto Federal do Sertão Pernambucano. De acordo com Daniela, a nova prótese é feita à base de silicone e acrilato, materiais de mais flexibilidade, que oferecem conforto aos pacientes e assumem tonalidade mais próxima à cor real da pele. A duração média é de dois a três anos.