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Correio Braziliense

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Em nota, Fiesp afirma preocupação com cortes no Sistema S

Segundo federação, "Sesi e Senai abririam mão de recursos que custeiam seus importantes serviços". Possibilidade de cortes foi anunciada pelo governo federal

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postado em 02/10/2015 18:23 / atualizado em 02/10/2015 19:25

Cristiano Costa/SENAI-DF
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota na qual afirma preocupação com o direcionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em aceitar os acordos para cortes no orçamento do Sistema S de ensino, em estudo pelo governo federal. Segundo o texto, ao concordar com as medidas "o Sesi e o Senai abririam mão de recursos que custeiam seus importantes serviços."

 

Confira a integra da nota: 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vê com extrema preocupação os movimentos do presidente da CNI, Robson Andrade, para aceitar supostos acordos com o governo em que o Sesi e o Senai abririam mão de recursos que custeiam seus importantes serviços.

Consideramos ser nossa obrigação defender nossos alunos, seus familiares, professores, funcionários, atletas e artistas do Sesi e do Senai, assim como os trabalhadores da indústria e os importantes serviços que essas entidades prestam à sociedade brasileira.

O Sesi e o Senai são reconhecidos por sua eficiência e pelo ensino de qualidade que prestam a milhões de alunos de todo o país. Se concordarmos com essas iniciativas, estaremos sacrificando os melhores investimentos. Os investimentos nas pessoas.

Repudiamos, portanto, supostos acordos e esperamos o apoio dos companheiros das federações da indústria, do comércio, do transporte e da agricultura de todo o país para manter a integridade dos importantes serviços que o Sistema S presta ao Brasil.

 

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, não deve haver negociação em relação aos cortes. "O governo quer tirar um dinheiro que está em boas mãos, de um local que faz um trabalho de excelência; para tapar o buraco causado por um desarranjo da gestão. Não há alternativa. Não se pode mexer nas entidades da indústria", afirmou. Segundo ele, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, estaria aceitando abrir mão de 25% do orçamento de 2016 nas negociações com o governo. "Se o governo acha que tem que cortar nessa área, não podemos entregar sem reação, sem resistência", completou Skaf. A CNI informou que não irá comentar o assunto.

 

Entenda o caso

A proposta de cortes de 30% no orçamento da área foi anunciada no último mês e pode comprometer o atendimento a 1,2 milhão de alunos do ensino profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e 1,5 milhão de trabalhadores pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). Os cortes ainda estão sendo estudados pelo governo federal.

 

O Sesi e o Senai recolhem, por ano, R$ 7,9 bilhões. Na época do anúncio, o presidente da CNI afirmou que, caso os cortes fossem efetivados, principalmente os estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofreriam com o fechamento de escolas que oferecem cursos profissionalizantes gratuitos.

 

Com informações da Agência de notícias CNI

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