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Cooperação internacional

Embaixadora pede pressa em acordo de parceria em educação técnica

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postado em 11/08/2016 19:15

Portal MEC /MEC

 

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, solicitou celeridade na progressão de uma parceria assinada pela presidente afastada Dilma Rousseff em visita a Washington, em junho de 2015. O documento trata de uma cooperação em educação técnica e profissionalizante, com aumento da colaboração entre instituições educacionais dos dois países. A embaixadora foi recebida pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, nesta quinta-feira, 11.

 

Atualmente, o processo está no Ministério das Relações Exteriores, e precisa passar pela Casa Civil antes de chegar ao Congresso Nacional. “A cooperação de educação entre Estados Unidos e Brasil tem muitos bons resultados, mas podemos aumentar essa estatística”, advogou a embaixadora Ayalde.

 

“Expresso o desejo não só de manter a nossa parceria, mas também de intensificar a relação entre os nossos países. As universidades norte-americanas são as de maior qualidade do mundo, com pesquisas de referência para as instituições brasileiras”, afirmou o ministro durante o encontro, em que foram tratados acordos de cooperação tanto na área da educação básica quanto da educação superior.

 

O ministro se mostrou interessado no projeto, especialmente na parte de pós-graduação. “Toda cooperação que diga respeito à pós-graduação via Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e toda política de fomento a mestrado e doutorado no exterior será estimulada e, se possível, ampliada”, garantiu Mendonça.

 

O ministro também propôs um novo formato de intercâmbio: o de secundaristas de baixa renda, para aprender o idioma no país estrangeiro. “Queremos que os alunos de escolas públicas do Brasil possam estudar inglês nos Estados Unidos por um semestre, como os garotos com alta renda já fazem hoje em dia”, comentou o ministro.

 

A ideia foi bem recebida pela embaixadora. Atualmente, a instituição americana tem o programa Jovens Embaixadores, que seleciona estudantes de baixa renda para passar três semanas viajando pelos Estados Unidos. “O tema da baixa renda é um objetivo nosso em qualquer etapa de ensino. A sede, o interesse a qualificação dos candidatos é muito maior do que podemos prover sozinhos. Temos apenas 50 vagas e recebemos 16 mil inscrições em 2016. É bonito ver como os jovens crescem como líderes, ganham em autoestima. Essa cooperação acaba com preconceitos de todos os lados”, comemora a embaixadora.

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