Educação profissional

Representantes da CPLP debatem ensino profissional para mulheres

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postado em 31/08/2017 21:04 / atualizado em 31/08/2017 21:06

No segundo dia da reunião técnica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o tema dos debates foi a educação profissional e tecnológica e a relação de gênero. O objetivo foi apresentar as ações que os países têm desenvolvido para a inclusão das mulheres na educação formal e para a geração de emprego e renda.

 

O evento é organizado pela Secretaria de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Setec) e pela Assessoria Internacional do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). O objetivo do encontro é criar uma carta de recomendações para os ministros da Educação dos países membros da comissão, com estratégias que promovam o ensino técnico e profissionalizante.

 

Entre os programas apresentados pelo Brasil está o Mulheres Mil, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria, do Governo Federal, e atua no âmbito da inclusão educacional e produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Além do módulo profissional, o programa contempla práticas de elevação da autoestima feminina e abordagem de temas transversais, como saúde e direitos da mulher, cidadania, inclusão digital, empreendedorismo, segurança alimentar e responsabilidade ambiental.

 

A coordenadora nacional do Mulheres Mil, Jussara Campos, avalia que a discussão teve bom retorno dos participantes e pode, assim, inspirar o desenvolvimento de ações nos países membros da CPLP. “Foi colocado um ponto importante que são os objetivos de desenvolvimento sustentável, pois os países têm como plano de trabalho considerar a implantação dessas metas”, observa a coordenadora, ressaltando a sintonia do programa com esses objetivos.

 

“Ficou evidente que os países têm muito o que trocar, especialmente as questões que vão corroborar para que esse espaço de que as mulheres de fato precisam seja garantido não só legalmente, mas que contribua para que elas permanecem nas instituições e tenham êxito para finalizar seus cursos.”

 

A diretora Nacional de Educação de Cabo Verde, Adriana Mendonça, apresentou a experiência de seu país na inclusão das mulheres na educação profissionalizante. Trata-se de um programa que concede bolsas de estudo para que meninas e adolescentes possam se dedicar ao ensino técnico e tecnológico. “O programa visa instigar as raparigas a estudarem e preferencialmente escolherem a via técnica e profissional, pois percebeu-se que havia pouca frequência delas nesses cursos”, explica a diretora.

 

Participantes

Também participaram do painel Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe. Os debates terminam nesta sexta-feira, 1º de setembro.