Educação integral é tema de seminário em SP

Experiências de jovens participantes de projetos socioeducativos são destaque na abertura do evento

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postado em 12/12/2017 12:55 / atualizado em 12/12/2017 13:03

Depois de sediar a entrega do Prêmio Itaú-Unicef na noite da última segunda-feira (11) - cujo objetivo é reconhecer e incentivar projetos de educação integral realizados em escolas públicas por meio de parcerias com a sociedade civil -, São Paulo recebe um seminário voltado ao assunto. Entre esta terça-feira (12) e quarta-feira (14), especialistas, professores e gestoras debatem educação integral sob a luz de boas práticas brasileiras e estrangeiras. 

 

Esta é a terceira edição do Seminário Internacional de Educação Integral (Siei) no Brasil. O evento ocorre na sede do Sesc (Serviço Social do Comércio) em Pompeia.

A abertura da programação abriu espaço para a fala de jovens, como Mirelle Bezerra da Silva, mestre de cultura popular de Natal e participante do projeto Conexão Felipe Camarão; Daniel Remilik, participante do projeto Redes da Maré; Natacha Costa, diretora do projeto Cidade Escola Aprendiz; e André Gravatá, do Movimento Entusiasmo.


Ana Paula Lisboa/Correio Braziliense

Mirelle começou sua participação no seminário tocando rabeca, instrumento que aprendeu a manejar e descobriu a existência graças ao Conexão Felipe Camarão. "Ao me inscrever no projeto, foi que minha mãe me disse que meu bisavô tocava rabeca e eu decidi que queria tocar aquilo", lembra. "Cresci dentro do projeto e continuo nele até hoje. Entrei na universidade com 17 anos pelo ProUni (Programa Universidade para Todos)", conta.

O projeto socioeducativo usa a cultura local e a oralidade em prol do ensino. No contra-turno, jovens, como Mirelle, se ocupam de aprender e fazer parte dessa cultura. "Graças a essa experiência lá dentro pude desenvolver todas as minhas potencialidades como pessoa e como cidadã. Apesar de não ter sido fácil, pude seguir um caminho de educação e entender meu papel dentro da sociedade", relata Mirelle, que é prova de que a educação integral pode mudar vidas.

 

"O seminário traz um lugar de fala para jovens, pois educação integral necessariamente passa por deslocar os tradicionais faladores e trazer esses personagens que, pela estrutura tão desigual do Brasil, tiveram poucas oportunidades", disse Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM sobre o assunto. "Esses jovens são símbolo da diversidade tão ignorada do nosso país", apontou Angela Dannemann, superintendente da Fundação Itaú Social.

Acompanhe o terceiro Seminário Internacional de Educação Integral (Siei) ao vivo pelo site sieibrasil.com.br .

*A jornalista viajou a convite da Fundação Itaú Social