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UnB registrou o ingresso de 5,7 mil estudantes pelo sistema de cotas para n

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postado em 13/06/2012 12:00 / atualizado em 11/08/2012 12:20



Uma importante etapa do 2º Vestibular de 2012 da Universidade de Brasília (UnB) ocorreu no último final de semana, dias 9 e 10 de junho. As entrevistas do Sistema de Cotas para Negros foram realizadas em Brasília. A convocação totalizou 2.079 candidatos dos 2.994 inscritos para concorrer prioritariamente pelo Sistema de Cotas. A diferença corresponde aos candidatos que já tiveram a inscrição homologada pelo sistema em vestibulares anteriores e, assim, ficam dispensados de fazer a entrevista. A efetivação desta etapa vem contribuindo, ao longo de quase uma década, para a consolidação da política de ação afirmativa da UnB.

O Sistema de Cotas para Negros da Universidade de Brasília (UnB) completou oito anos de existência em 2012. A destinação de 20% das vagas dos vestibulares realizados no período possibilitou o ingresso de 5.737 estudantes negros nos cursos da Instituição. Além disso, o sistema foi validado neste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em votação unânime. Os responsáveis pelos programas de inclusão racial da UnB comemoram a evolução e a decisão pela constitucionalidade da política de ação afirmativa.

O Coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UnB, Nelson Fernando Inocêncio da Silva, considera que a decisão do STF dá mais responsabilidade à Universidade em ter uma visão de como será o futuro da política de cotas para negros. A reserva de vagas para o sistema, implantada a partir do 2º Vestibular de 2004, tem vigência de 10 anos. “Os desdobramentos da política de cotas após esse período devem seguir um curso social que compreenda a necessidade de a UnB continuar a atender a sociedade”, pondera.

A avaliação de quem acompanha o sistema desde sua criação é de que houve uma evolução do processo, mas ainda é preciso promover uma abordagem quanto ao estudante cotista voltada à comunidade. “O debate sobre as experiências dos cotistas deve ser levado para dentro das escolas e da comunidade, a fim de que o Sistema de Cotas para Negros seja esclarecido de forma mais intensa”, justifica Ivair Augusto Alves, Coordenador do Centro de Convivência Negra e da Assessoria de Diversidade e Apoio ao Cotista da Reitoria da UnB.

Ivair acrescenta que a qualidade acadêmica do sistema se encontra na compreensão do que ele representa para a Instituição. O Coordenador destaca que 90% dos cotistas que entraram na UnB foram a primeira pessoa de suas famílias a entrar no ensino superior. “São pessoas de famílias humildes. Para nós, este é um reflexo positivo que demonstra muito bem os objetivos do sistema”, completa.

 

Processo

Para chegar ao formato atual, o Sistema de Cotas para Negros passou por adequações técnicas significativas. Entre os anos de 2004 e 2007, o candidato, no momento da inscrição, optava por concorrer prioritariamente pelo sistema. Ele, então, se dirigia a um dos postos informados em edital para ser fotografado. As fotografias de todos os candidatos que desejavam ser cotistas eram analisadas por uma banca especial, que decidia sobre a homologação ou não do candidato, antes da aplicação das provas. Os candidatos não homologados passavam a concorrer pelo sistema universal.

O processo esbarrava em algumas dificuldades. “As fotos de qualidade técnica ruim prejudicavam a avaliação dos candidatos. O Cespe/UnB observou a necessidade de adotar a entrevista pessoal para suprir essa dificuldade”, lembra Nelson Inocêncio. A partir do 1° Vestibular de 2008, o candidato, após optar concorrer pelo Sistema de Cotas, passou a ser avaliado em uma entrevista pessoal gravada em vídeo.

A Diretoria Executiva do Cespe/UnB, Rosalina Pereira, afirma que o Centro viabiliza o processo de avaliação dos candidatos sugerindo o aperfeiçoamento de ferramentas da seleção, treinando as bancas, além de disponibilizar os componentes de logística e toda a operacionalização. “O mais importante destes aspectos é a reafirmação dos princípios do sistema para que o processo seja realmente legítimo e transparente e que o candidato tenha a garantia e o direito de participar como cidadão”, afirma Rosalina.


Ascom Cespe/UnB

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