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Ato de servidores da educação reúne 300 pessas em frente ao Banco Central

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postado em 28/06/2012 12:16

Daniel Ferreira
Representantes do comando de greve dos servidores da educação e de docentes de instituições federais de ensino superior fizeram protesto nesta quinta-feira (28/6) em frente ao prédio do Banco Central. Cerca de 300 manifestantes se concentraram no local entre 11h e 12h30. Eles chegaram a interromper totalmente o trânsito no Eixo L, próximo à 202 Sul. Estão a caminho da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) onde continuarão reunidos.

Mais cedo, eles foram ao Ministério da Educação (MEC), onde tentaram ser recebidos, sem sucesso, pelo ministro Aloizio Mercadante. Um secretário recebeu os manifestantes representando o MEC.

Luís Carlos da Silva é técnico-administrativo na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e participa do comando nacional de greve da Fasubra. Ele considera que não são só os servidores da educação que precisam de aumento salarial e melhores condições de trabalho: “O serviço público está muito desgastado e o governo esquece a educação. Uma prova disso é que o Mercadante não aceitou nos receber e não está negociando conosco”. Ao som de gritos como “que papelão, tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra educação”, os manifestantes pediram mais investimento em educação.

Layanne Carvalho, 19 anos, estuda letras na Universidade de Brasília (UnB) e faz parte do comando de greve estudantil da instituição. Ela reclama que menos de 5% do orçamento da União é destinado ao ensino público. “O govervo prioriza verba para banqueiros, em vez de priorizar a educação de qualidade”, critica. “Este é um ato unificado de alunos, professores e servidores contra a política do governo. Quanto mais unidos ficamos, mais forte fica o movimento e mais rápido nossos objetivos por uma melhor educação são alcançados”, acredita a estudante.

Acácio Teofo é técnico administrativo da Universidade Rural de Pernambuco e associado à Fasubra. Ele veio para Brasília pedir mais investimento em educação: “O governo acabou de pagar R$ 10 milhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI), isso quer dizer que há dinheiro. Só não há para educação, saúde e saneamento.” Ele cobra também a contratação de mais funcionários: “Não adianta colocar equipamentos, se não tem mão de obra. Tem que abrir mais concursos públicos”.

A manifestação é organizada pela Fasubra, pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Estudantes também aderiram ao protesto, representando a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Assembleia Nacional dos Estudantes (Anel). Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também estiveram presentes para apoiar o movimento. Participantes do comando de greve marcaram uma nova passeata na Esplanada dos Ministérios para 4 e 5 de julho e querem ser recebidos por Mercadante nessas datas.

Bianca Reis é técnica-administrativa do Instituto Federal Brasília (IFB) e reclama da desvalorização da categoria: “Os professores não são valorizados e os técnicos-administrativos menos ainda”. Ela critica a situação geral do ensino público brasileiro. “A educação está doente. Espero que os governantes repensem o valor da educação e acordem para esse problema. Sem educação não adianta o Brasil crescer na economia e no desenvolvimento.

Raquel Moraes é professora na Faculdade de Educação da UnB, faz parte do comando local de greve da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb) e do Andes e pede valorização dos servidores da área do ensino. “Com esse ato a gente quer mostrar que a carreira da educação merece respeito e tem que ser mais valorizada”. Raquel defende a união de docentes, servidores e alunos para fortalecer o movimento.

Magno Oliveira é professor do IFB e é um dos representantes do Sinasefe em Brasília. Ele espera que a mobilização abra os olhos da população, do governo e da mídia para a causa educacional: “Estamos aqui fazendo barulho para que nos ouçam e nos vejam. Queremos ser reconhecidos pelo povo e o jeito de fazer isso é com mobilização”.

Desunião dos estudantes
Depois de uma marcha com 600 pessoas na Esplanada dos Ministérios na última segunda-feira (25/7), o ministro da Educação se reuniu com representantes da UNE e dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) de 44 universidades em greve. Para parte dos alunos, porém, representantes dos comandos de greve estudantil deveriam ser recebidos, no lugar de delegados dos DCEs.

Henri Mathieu, estuda história na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e faz parte do Comando Nacional de Greve Estudantil (CNGE), formado por representantes de 38 universidades federais. “Não participei da marcha segunda e até acho que teve sua importância, mas a UNE atropelou uma decisão do CNGE e não nos levou para a reunião com o Mercadante”. Henri explica que o Comando discorda de algumas reivindicações na pauta apresentada pela UNE ao ministro da Educação: “A pauta deles pedia 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para educação para 2023. Nós queremos isso para 2013, por exemplo”.

Lucas de Mello cursa direito na Universidade Federal Fluminense (UFF) e é um dos diretores da UNE. Mesmo sendo da organização, ele desaprova a conduta da entidade: “A UNE tem que reconhecer os comandos de greve, mas não faz isso. Inclusive, pedi ao ministro no encontro de segunda-feira que recebesse o comando de greve e ele disse que só negociaria com a UNE”. O CNGE protocolou um pedido para ser recebido por Mercadante, ainda sem resposta.







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