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Correio Braziliense

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Greve de professores da UnB continua

Quase 300 professores participaram da assembleia desta segunda-feira

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postado em 30/07/2012 12:00

Mariana Niederauer

Os professores da Universidade de Brasília votaram pela continuidade da greve. Em assembleia na tarde desta segunda-feira (30/7), 219 votaram pela continuidade da paralisação, seguindo a orientação do comando local de greve, e 54 votaram contra. Os professores aderiram ao movimento grevista há mais de dois meses e na assembleia anterior, há cerca de duas semanas, rejeitaram por unanimidade a primeira proposta do Executivo Federal.

Houve confusão durante a votação, pois a direção da Associação dos Docentes da UnB (AdUnB) propôs o fim da greve. Depois de anunciar o início da votação aberta, o presidente da associação, Rafael Morgado, voltou atrás e propôs votação secreta, em urna. Diante do tumulto causado, Rafael saiu com a urna e disse que a votação - que estava ocorrendo no anfiteatro 12 do Instituto Central de Ciências (ICC) - continuaria na própria AdUnB e terminaria só amanhã (31/7). A votação precisou ser encaminhada por outro membro da associação.

A professora Patrícia Pinheiro, membro do comando local de greve, classificou a posição da atual direção da AdUnB como autoritária. “Até então nós estávamos trazendo proposta conjuntas, mas essa direção que assumiu está de acordo com a proposta do governo”, afirmou. Ela disse que, historicamente, as decisões dos docentes da universidade sempre foram tomadas em assembleias presenciais.

Patrícia acredita que o que a direção da AdUnB propôs é, em resumo, uma suspensão da greve, até o fim das discussões do grupo de trabalho proposto pelo governo, daqui a seis meses. “Nossa avaliação é de que temos de rejeitar a proposta e manter a paralisação”, completou.

Decisão nacional

O comando nacional de greve do Sindicato Nacional de Docentes da Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), responsável por decretar greve nacional em 17 de maio, indicou a rejeição da proposta. A entidade defende que, em essência, a oferta do governo continua a mesma.

O sindicato avaliou que as perdas salariais no período proposta para a concessão do reajuste, de 2013 a 2015, foram mantidas. Eles acreditam, ainda, que a proposta amplia a quebra da isonomia entre ativos, aposentados e pensionistas. Segundo os docentes, ao contrário do que afirma o governo, não há valorização da titulação ou dedicação exclusiva.

A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), no entanto, aceitou a nova proposta e afirmam que não haverá perdas salariais com o reajuste oferecido. Por acreditar que todos os pontos da pauta de reivindicações levados à mesa de negociações pelo sindicato foram atendidos, o conselho deliberativo do Proifes decidiu por unanimidade aceitar a nova proposta de reestruturação da carreira da categoria.

A nova proposta do governo aumentou de 12% para 25% o percentual mínimo de reajuste e passou de 45% para 40% o valor máximo— na primeira oferta estavam incluídos os 4% de reajuste concedidos por meio de medida provisória no início do ano. Hoje, docentes de 57 das 59 instituições de ensino superior do país aderiram à paralisação.

Sem solução

Em reunião com representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a dizer que o governo só negociará com os servidores técnico-administrativos depois que o impasse com os docentes chegar ao fim . O Ministério do Planejamento também enviou ofício nesta segunda-feira (30/7) para todos os servidores em greve e disse não haverá negociação até 13 agosto.

Os servidores da UnB estão em greve desde 11 de junho e, enquanto isso, os candidatos aprovados no segundo vestibular de 2012 aguardam a confirmação de nova data para o registro universidade - inicialmente marcado para o período de 18 a 20 de julho.
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