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Governo propõe aumento de 15% para servidores técnico-administrativos

Para Fasubra, proposta é "indecorosa". Assunto será debatido por sindicato da UnB na semana que vem

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postado em 07/08/2012 12:00

O Governo Federal apresentou na noite de ontem, 6, sua primeira proposta para servidores técnico-administrativos desde o início da greve da categoria, há cerca de 60 dias. O aumento salarial oferecido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) é de 15% -distribuídos em reajustes anuais de 5% entre 2013 e 2015. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) se posicionam contra o reajuste sugerido, apesar de ainda aguardarem as deliberações nas bases. “Entendemos que a proposta é indecorosa: o valor é muito pequeno e não corresponde nem mesmo à projeção de inflação no período”, disse Luiz Antônio de Araújo Silva, da coordenação da Fasubra.

Em assembleia na manhã desta terça-feira, 7, servidores da Universidade de Brasília ouviram a proposta e decidiram deliberar sobre o assunto na próxima terça-feira, 14. “O fato de o governo apresentar uma proposta é positivo, mas 15% de reajuste não atende ao conjunto dos servidores. Acreditamos que o governo tem condições de aumentar esse índice e por isso vamos manter a força do movimento. Ainda temos fôlego”, garantiu o coordenador-geral do Sintfub, Mauro Mendes.

O governo alegou que esta será a única proposta a ser oferecida. “Assim o processo não é de negociação, mas de imposição”, reclamou o coordenador-geral do Sintfub Antônio Guedes, que acredita que a proposta ainda pode ser melhorada.

Segundo Luiz Antônio Silva, da Fasubra, não há dúvidas de que o movimento de greve será unânime em rechaçar a proposta. “O MPOG se mostrou arrogante na reunião e chegou a tentar impedir que alguns setores do movimento estivessem presentes. Vamos pedir a intervenção do ministro da Educação, que prometeu ajudar nosso segmento”, disse.

Para demonstrar o alcance e a força da greve, a Fasubra e o Comando Nacional de Greve, com apoio do Sintfub, planejam participar de dois atos essa semana. Amanhã, quarta-feira, 8, servidores públicos em greve se reunirão diante do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde a presidente Dilma Rousseff estará presente na 1ª Conferência Nacional de Emprego e Trabalho. Na quinta-feira, 9, será a vez de um ato público, na Esplanada dos Ministérios, reunindo diversos segmentos do serviço público em prol de melhoria das condições de trabalho, da reestruturação de carreiras e do maior piso salarial.

PROTESTO – A reunião com o governo foi precedida, na segunda-feira, 6, por ato dos servidores técnico-administrativos, que bloquearam o acesso ao prédio da Reitoria da UnB. A manifestação teve o intuito de chamar a atenção do governo e da sociedade para a importância da categoria e de suas reivindicações. A ação foi realizada em todas as universidades federais do país. “A ação é uma resposta ao fato de o governo não ter apresentado qualquer proposta à categoria até hoje, quase 60 dias após o início da greve”, disse Mauro Mendes, do Sintfub.

Em razão do bloqueio, o trabalho no prédio da Reitoria ficou inviabilizado. Ninguém teve acesso à rampa e aos elevadores do prédio, que foi cercado por faixas e cartazes. Carros de som foram colocados nos dois estacionamentos do local. Fogos de artifício e megafones também foram usados para impedir o funcionamento normal da Reitoria. Apesar do barulho, a manifestação foi pacífica. Alguns servidores e grevistas permaneceram no pátio do prédio durante todo o dia.

Antônio Guedes, coordenador geral do Sintfub, explicou que a mobilização foi nacional e realizada a partir de uma decisão tomada na sexta-feira, 3, pelo Comando Nacional de Greve. “A ideia é fazer o movimento sincronizado das reitorias para sensibilizar o governo em prol de uma solução para a greve”, acrescentou.

 

  Fonte: UnB Agência

 

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