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Greve afeta futuros alunos da UnB

Aprovados esperam o fim da greve para começar a estudar e vestibulandos querem saber quando as provas serão aplicadas

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postado em 16/08/2012 15:47 / atualizado em 17/08/2012 08:51

Joanna Alves
A greve dos professores da Universidade de Brasília (UnB) completará três meses neste fim de semana. Já a greve dos servidores técnico-administrativos dura mais de dois meses. A paralisação não afeta apenas a vida dos alunos da UnB, futuros alunos e candidatos do vestibular e do Programa de Avaliação Seriada (PAS) também sofrem as consequências. As datas do próximo vestibular e de quando ocorrem as provas das três etapas do PAS ainda não foram divulgadas, mas datas prováveis serão informadas quando os editais forem lançados.

A lista dos aprovados no 2ª vestibular de 2012 da UnB saiu em 13 de julho, mas, até agora, os selecionados não puderam fazer registro ou matrícula na universidade. Eles aguardam o fim da greve para finalmente começar a cursar o ensino superior. Túlio Santos, 17 anos, é um deles. Depois de passar para arquitetura e urbanismo no último vestibular, ele fica todos os dias em casa, esperando o desenrolar da greve. “Estou na expectativa e um pouco decepcionado porque a greve está demorando muito mais do que imaginamos. E todos os meus planos são afetados, pois, a qualquer momento, pode ser definida a data de registro da UnB e tenho que continuar esperando”, desabafa.

Para Túlio, porém, greves não são nenhuma surpresa: “Meus pais estudaram na UnB e sei como é o histórico de lá. Já é esperado que tenha greve quase todo ano”. Mesmo com risco de paralisações, Túlio confia que vale mais a pena estudar na Universidade de Brasília do que em faculdades particulares. “Não cogito fazer uma particular. A UnB tem mais qualidade e tem um nome de peso para o currículo”, disse.

Ansiedade

Os editais de abertura do PAS e do vestibular são abertos com datas prováveis das provas. Estas datas, porém, podem ser alteradas. Quem se prepara para essas seleções sofre com a incerteza. Amaralina Duarte, 17 anos, cursa a 3ª série do ensino médio no colégio Pódion, e quer se tornar estudante de medicina. Ela está ansiosa para saber o cronograma. “Eu me inscrevi em vestibulares de outras universidades federais. Não ter certeza da data das provas é um problema porque pode chocar com seleções de outras federais. A greve desanima muito porque mesmo quem passa não sabe quando vai começar a estudar e tem o perigo de perder o semestre”, reclama Amaralina.

Residente na capital federal desde fevereiro, a carioca Juliana Xavier, 19 anos, já havia prestado vestibular em outras duas universidades no Rio de Janeiro. “Vim para Brasília porque um primo meu passou no vestibular aqui e meu tio sempre disse que o ensino daqui é melhor”, declara a pré-vestibulanda, que tenta uma vaga no curso de odontologia. Apesar da desanimadora realidade da greve, a jovem se mantêm confiante e focada nas aulas do cursinho pré-vestibular. “Não faço ideia de quando essa greve vai acabar, mas continuo estudando muito. Fica ainda mais ansiosa”, finaliza.

A vestibulanda Fernanda Almeida, 24 anos, vai prestar o 13º vestibular da UnB para medicina e acha que a greve prejudica os candidatos: “A greve não afeta só o calendário. Afeta o psicológico dos vestibulandos. É difícil estudar sem ter certeza de quando vai ter o vestibular”. Fernanda só não vai estudar numa faculdade particular por não poder pagar as mensalidades. “A estrutura da UnB é pior do que a das faculdades particulares e acho que não tem muita diferença entre os níveis das faculdades. Eu só não faço particular por causa do preço da mensalidade, que é muito caro”, conta.

Indefinição
Segundo a assessoria de comunicação do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) os cronogramas do vestibular e do PAS estão sendo seguidos e só haverá alterações se a UnB assim determinar. O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) vai se reunir após o fim da paralisação para discutir as datas das provas. O Decano de Ensino de Graduação, José Américo Garcia, é membro do Cepe e confirma que, por enquanto, as datas das provas estão mantidas conforme os editais.

“Não vai ter nenhuma alteração de datas do PAS e do vestibular, a não ser que o Cepe defina. O Conselho continua se reunindo durante a greve, mas esta temática não é pauta das reuniões. Quando o fim da greve for deliberado, aí sim, as datas de registro dos aprovados e de aplicação das provas voltam a ser pauta das reuniões”, afirma o decano.
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