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Ensino Superior

Desafios da UnB em debate

A uma semana do pleito que elegerá o novo reitor da Universidade de Brasília, candidatos ao cargo apresentam propostas e discutem temas como segurança, investimento em pesquisa e paridade

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postado em 17/08/2012 09:00 / atualizado em 16/08/2012 10:42

O segundo e último debate entre os 10 candidatos ao cargo de reitor da Universidade de Brasília (UnB) ocorreu na tarde de ontem, no Centro Comunitário. Dividida em cinco blocos, a discussão durou quase quatro horas e reuniu cerca de 500 pessoas. Entre os temas tratados estavam, principalmente, a segurança nos câmpus, a paridade nas votações e a infraestrutura da instituição. No último dia 7, os reitoráveis haviam se encontrado no auditório da Faculdade de Tecnologia (FT) para apresentar as propostas. As eleições ocorrerão nos próximos dias 22 e 23.

Ao contrário da semana passada, quando muitos assistiram ao debate em pé, 600 cadeiras foram dispostas no Centro Comunitário. Poucas ficaram vazias. No palco, os concorrentes estiveram acompanhados dos vices. No primeiro bloco, que começou às 15h50, cada chapa teve três minutos para apresentar as propostas. Na segunda, os postulantes formularam perguntas para serem respondidas entre eles. Os temas abordados foram a gestão do Hospital Universitário, as fundações da UnB, pesquisa e pós-graduação, tecnologia e inovação, atual administração, democracia, a diferença entre as chapas, infraestrutura e segurança. O terceiro bloco contou com intervenções da plateia, que enviou perguntas aos reitoráveis. A questão formulada pelos três segmentos, na quarta etapa, tratou da segurança nos câmpus. Rondas, iluminação, identificação de visitantes, entre outras medidas, foram destacadas pelas chapas. No quinto e último bloco, os postulantes reiteraram as propostas e se despediram.

Questionada sobre investimento em pesquisa e na pós-graduação, Márcia Abrahão, da chapa O amanhã fazemos juntos, afirmou ter propostas que incluam os servidores. “Temos que atender os novos docentes e técnicos com políticas específicas”, disse. Sobre tecnologia e inovação, Ivan Camargo, da chapa UnB somos nós, afirmou que é necessário avançar. “É indispensável para a instituição. As fundações de apoio estão dentro do projeto de melhoria”, disse. O vice-reitor, João Batista de Sousa, da chapa UnB: excelente e solidária, falou sobre a atual gestão e o que mudaria caso eleito. “A universidade não é a mesma de quatro anos atrás. Recuperamos o mecanismo de gestão. Ela cresceu e há novos desafios”, disse.

Paulo Cesar Marques, da UnB + 50, falou sobre democracia. “É um processo em construção, com a participação de toda a comunidade. A primeira medida será a instalação do Congresso Instituinte Paritário, deliberado em 2008, mas que não foi implantado”, afirmou. Do grupo Inova UnB, Gustavo Lins respondeu questionamento sobre pós-graduação e pesquisa. “É necessária uma revisão da política com todas as universidades. Vamos apoiar a pesquisa”, garantiu. Contra o voto paritário, Ana Valente, da chapa Uma reitoria valente para honrar a UnB, reiterou sua posição. “O voto paritário é ilegal, mas os técnicos administrativos participarão da minha gestão”, garantiu.

Sobre a política de moradia, Sadi Dal Rosso, da chapa Construindo a unidade, afirmou que a melhoria dos salários seriam a solução. “Técnicos e professores teriam condições de pagar o aluguel. Se fizermos alteração, a UnB fica desprovida de recursos no dia a dia”, disse. Sobre problemas de financiamento e gestão, Volnei Garrafa, da chapa Viver UnB, acredita na administração de recursos próprios. “O decanato de pesquisa e graduação pode se tornar um grande captador de recursos”, afirmou. Denise Bomtempo, do grupo Inovação e sustentabilidade, explicou como pretende administrar a entidade, caso seja eleita. “Com a participação dos três segmentos. Vamos investir na gestão colaborativa para ensino, pesquisa e extensão de qualidade”, falou. A candidata da chapa Gira UnB para uma nova gestão, Maria Luisa Ortiz, falou sobre ciência, tecnologia e inovação. “Temos pensado em metas para retornar a UnB ao patamar que ela ocupava. Minha gestão vai incentivar a pesquisa e a pós-graduação”, afirmou.

Adiamento
Pelo menos três chapas demonstraram interesse em pedir o adiamento das eleições devido à greve na universidade. Com a instituição vazia, os candidatos temem que muitos não compareçam ao pleito na próxima semana. Antônio José dos Santos, membro da Comissão Organizadora da Consulta, explicou que um possível postergação não seria simples. “Não depende somente de nós, mas das entidades e do Conselho Universitário”, explicou.


Polêmica
O voto paritário, decidido pelo Consuni em 1º de junho, acabou suspenso após uma liminar concedida à Associação de Docentes da UnB (AdUnB) no início deste mês. A decisão determinava peso de 70% ao voto dos docentes. No entanto, uma semana depois, a Justiça derrubou a liminar. A paridade garante peso igual no voto dos três segmentos: professores, técnicos administrativos e estudantes. O pleito deste ano seguirá o mesmo modelo adotado na última eleição, em 2008.

Greve segue sem solução
A greve dos professores da UnB completa 88 dias hoje. Os docentes cruzaram os braços em 21 de maio. Após várias assembleias, uma possível volta foi acenada pela Associação dos Docentes da UnB. No entanto, durante reunião, a maioria decidiu pela manutenção do movimento. Com isso, o calendário continua suspenso. A greve faz parte de uma paralisação nacional decretada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Os servidores técnicos administrativos da UnB, também em greve, paralisaram as atividades em 11 de junho.

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