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Celebração das letras

História do instituto se confunde com a da própria Universidade de Brasília, que também comemora meio século de atividade

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postado em 03/09/2012 15:39 / atualizado em 03/09/2012 15:49

Diego Ponce de Leon

Bruno Peres/CB/D.A. Press
Em 21 de abril de 1962, era inaugurada a Universidade de Brasília (UnB). No mesmo ano, o Instituto de Letras abria as portas, sendo um dos departamentos mais antigos da instituição.

Naquela época, ainda era o Instituto Central de Letras, que se tornaria Instituto de Expressão e Comunicação, para finalmente adotar o nome atual, que mantém desde 1990. Para a comemoração, um simpósio, a partir de hoje, divulga os estudos, pesquisas, propostas metodológicas e atividades artísticas realizadas pelo departamento. Na programação, discussões e debates, mas não faltam atrações para ouvir e ver. Letras para todos os gostos.

Aapresentação artística inaugural do simpósio fica por conta de um pessoal que conhece bem a história do instituto. A Banda Vivoverso nasceu como braço musical de um trabalho do Grupo de Pesquisa e Performance Vivoverso da UnB e, desde 2007, propõe encontros musicais com intervenções literárias. Para o evento, um repertório especial foi ensaiado. “É uma grande homenagem do Instituto de Letras para as próprias letras e para Brasília”, afirma Darlan Carvalho, guitarrista e arranjador do grupo. Ele explica: “Cantamos Oswaldo Montenegro, radicado em Brasília, Dinho Ouro Preto, um filho da Colina (conjunto residencial de professores da UnB e local da boêmia e memória estudantil brasiliense), Legião, que não preciso explicar, e uma canção lírica de Lenine (Marco Marciano, que tem tudo a ver com a cidade”.

Darlan lembrou ainda que a seleção musical passeia por cinco idiomas, uma maneira de homenagear as diferentes habilitações linguísticas, e que entre as intervenções literárias programadas destaca-se um mix de versos de Nicolas Behr, aclamado poeta da capital.“Nossa apresentação é bem viva. Pulsa”, prometeu o músico. O cuidado com o evento não é privilégio daVivoverso. A professora doutora e cantora Elga Pérez-Laborde solta a voz no segundo dia do simpósio. Chilena, com uma vasta jornada tanto na literatura como na música, Elga nutre uma relação especial com o instituto e com a cidade: “Brasília concentra as formas de falar e de expressão mais diversificadas do país. Há 50 anos, o Instituto de Letras acompanha a evolução da cidade”.

Ela aproveita para fazer um apelo: “Nosso departamento precisa ser mais reconhecido pelas autoridades, ter casa própria, já que atende o maior contingente de estudantes da universidade”. Organização A estudante de letras—português JoanaMelo, de 21 anos, concorda: “O instituto não atende a demanda. Não há vagas para todos os alunos,mesmo para matérias obrigatórias”. Apesar das dificuldades, Joana elogia os cursos: “Os professores são excelentes. Não tive decepções nesse sentido”, argumentou. Ela pretende participar das rodas e mesas do simpósio: “Os eventos de letras são muito bem organizados e contam com ótimos convidados. E ainda ganhamos horas e certificado”, brincou.

Sylvia Cyntrão, presidente da comissão organizadora do simpósio e professora de literatura da instituição, acha importante “não somente comemorar, mas colocar em discussão o que já fizemos e tudo por vir”. E destaca: “Antes de tudo homenageamos os alunos. São eles que nos movem. A dedicação deles talvez seja o maior trunfo do instituto.” De hoje até quinta, os estudantes do departamento estão dispensados das aulas, mas convocados a participar do simpósio que celebra as letras.
 

2.078

Número de alunos matriculados
no Instituto de Letras atualmente

 

SIMPÓSIO 50 ANOS
DE LETRAS DA UnB:
MEMÓRIA E PERSPECTIVAS

De hoje a sexta, no Centro de
Excelência ao Turismo (CET) /
UnB. Entrada franca.
Programação completa:
www.il.unb.br.

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