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Correio Braziliense

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UnB apresenta ao GDF proposta de Polícia Cidadã Universitária

Decana de Assuntos Comunitários e representantes do DCE defendem a capacitação de policias para lidar com a pluralidade das universidades do DF

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postado em 28/09/2012 09:26

Capacitar um batalhão de policiais militares para lidar com a diversidade e as características próprias dos estudantes de universidades públicas e privadas do Distrito Federal. Essa foi a idéia encaminhada pela decana de Assuntos Comunitários da UnB (DAC), Carolina Santos e pelos representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Nilton Locatelli e Davi Brito, ao subsecretário de Estado e Segurança do DF (Suproc), Elson Sousa. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira, 26, na sede da Suproc, próximo ao Palácio do Buriti.

“Já fazemos um trabalho de capacitação e conscientização com os nossos policiais. Mas, a Polícia Cidadã Universitária será um marco para a polícia militar atender especificamente a um público que precisa de um olhar diferente”, disse o subsecretário Elson Sousa.

Um novo encontro foi marcado para o próximo dia 10 de outubro, às 14h, na sala 100 da Secretaria de Segurança Pública. Além da UnB e da Suproc, serão convidados representantes de universidades privadas do DF e da polícia militar. Nessa próxima reunião serão definidos aspectos como distribuição e número de contingente. A expectativa de Elson Sousa é que a proposta consolidada já poderá ser encaminhada ao secretário Sandro Torres em 30 dias. No entanto, o subsecretário não tem condições de afirmar quando a idéia pode ser implantada nas universidades do DF.

A Coordenação de Proteção ao Patrimônio da UnB (CoPP/UnB) registrou 1.901 ocorrências em 2011. As queixas vão de furtos em interior de veículos a tentativas de seqüestro. De acordo com Carolina Santos, que integra o Conselho de Segurança da UnB junto com Davi Brito, cerca de 50 mil pessoas circulam por dia nos quatro campi da UnB. No documento de solicitação do encontro com a Suproc, a UnB reconhece que, apesar de tomar medidas com relação à manutenção da segurança da comunidade acadêmica, o desenho urbanístico e a proposta histórica de livre circulação fazem com que a Universidade se torne alvo de práticas delituosas e criminais.

O vice-reitor, João Batista de Sousa, afirmou em comunicado encaminhado ao secretário Sandro Avelar, que é importante a implantação de uma polícia com perfil e formação voltados para respeitar o livre pensar. “É fundamental que os policiais tenham a capacidade de atender as diversidades culturais de estudantes, professores e servidores buscando o respeito e o trato cidadão”.

Para Davi Brito, o policiamento ostensivo não é a solução para os problemas de segurança da UnB. “Segundo essa nova visão, não importa apenas manter a ordem e proteger a vida e o patrimônio se os direitos e garantis individuais do cidadão não são respeitados”, defendeu na carta encaminhada ao secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “O que queremos é treinamento específico para lidar com a pluralidade, que é uma marca das universidades”, afirmou o estudante.

UnB Agência
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