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UnB vai fazer pesquisa geológica para gigante energética britânica

Em solenidade no Palácio do Planalto, o reitor José Geraldo de Sousa Junior assina carta de intenções com a BP Energy, na presença da presidente Dilma Rousseff e do primeiro-ministro britânico David Cameron

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postado em 01/10/2012 15:38

Agência UnB

 
 
 

A Universidade de Brasília vai realizar estudos de refração sísmica – pesquisa sobre a estrutura da crosta terrestre, na qual é referência nacional – para a BP Energy, empresa petrolífera britânica que detém os direitos de exploração de petróleo e de gás na Bacia do Parnaíba. A parceria foi confirmada nesta sexta-feira, 28 de setembro, no Palácio do Planalto, com a assinatura de uma carta de intenções entre a empresa e a Universidade.

O documento integrou um conjunto de seis atos internacionais firmados pela presidenta, Dilma Rousseff, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que encerrou, em Brasília, uma visita de dois dias ao Brasil, após passar por São Paulo e Rio de Janeiro.

O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, assinou a carta de intenções com o vice-presidente de exploração da BP, Michael Daly, e destacou a importância da cooperação. “A empresa está em contato com outras universidades brasileiras, o que vai integrar as instituições nesse tipo de pesquisa. Essa cooperação também ativa um grande mecanismo de apoio às universidades, por meio da possibilidade de aplicação de royalties da exploração de gás e de petróleo”, afirmou.

LF Barcelos/UnB Agência
 

Coordenador do Laboratório de Estudos da Litosfera da UnB, o professor de Geologia José Eduardo Soares diz que em outubro uma reunião vai detalhar melhor os aspectos da cooperação entre a UnB e a BP Energy. Ele destaca a relevância do acordo, que sinaliza para a excelência acadêmica da UnB nesse campo. “A BP, uma gigante mundial em energia, nos procurou para determinar a estrutura que envolve a Bacia do Parnaíba. Hoje, no Brasil, os estudos de refração sísmica profunda estão concentrados na UnB”, afirma. A companhia britânica tem mais de 80 mil funcionários em 30 países e possui 16 refinarias – próprias ou em sociedade.

“Essas empresas, antes de procurarem uma universidade, estudam a qualidade das pesquisas que elas realizam nas áreas específicas. Então é muito positivo para a UnB ser procurada e reconhecida pela pesquisa que desenvolve”, acrescenta o decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB, Isaac Roitman.

Os seis atos internacionais foram assinados após encontro particular entre Dilma e Cameron, que veio ao Brasil acompanhado por uma delegação empresarial. A reunião bilateral entre os dois chefes de governo durou quase duas horas. Os governantes reafirmaram a parceria estratégica entre Brasil e Reino Unido e defenderam o aprofundamento da cooperação bilateral em áreas como educação, ciência, tecnologia, inovação, esportes e energia.

LF Barcelos/UnB Agência
 

Três dos documentos assinados estão relacionados ao programa Ciência sem Fronteiras, que incentiva brasileiros a realizarem intercâmbio acadêmico no exterior. O Reino Unido vai conceder 10 mil bolsas de estudo no país entre 2012 e 2015. Foi criado ainda um comitê de revisão anual para examinar a ampliação progressiva do programa. Veja aqui o resumo dos seis atos assinados pelos governos brasileiro e britânico nesta sexta, que incluem cooperação para a organização dos Jogos Olímpicos.

Dilma ressaltou, em entrevista à imprensa, que o Brasil tem feito a sua parte para a superação da crise financeira internacional. "Desenvolvemos incentivos ao crescimento do emprego e à demanda doméstica. Em plena crise, temos aumentado nossas importações", afirmou.

A presidente destacou o crescimento no comércio entre os dois países, que passou de US$ 7,8 bilhões em 2010 para US$ 8,6 bilhões em 2011, além do crescimento no investimento direto. No ano passado, segundo o Itamaraty, o estoque de investimentos britânicos no Brasil cresceu em US$ 2,7 bilhões, o que faz do Reino Unido o sexto maior investidor no país.

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