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Regra pode levar às estaduais

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postado em 05/10/2012 17:34 / atualizado em 05/10/2012 17:38

Anna Beatriz Lisbôa

Instituições estaduais tradicionais do Brasil como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) não estão incluídas na lei federal que exige a adoção da cota social. Mas, em hipótese, a diminuição de vagas universais nas federais poderia levar um contingente maior de alunos de colégios particulares a procurarem tais instituições de ensino superior.

O coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp, Maurício Kleinke, afirmou que o último vestibular da instituição registrou um aumento na concorrência, mas ainda não é possível dizer se esse é um fato isolado ou se será intensificado com a nova lei de cotas. “Não há números que comprovem essa relação”, explicou.

Embora não haja reserva de vagas na Unicamp, a universidade adota, desde 2005, um sistema de bonificação no qual os candidatos que cursaram o ensino médio integralmente em escola pública, além de negros, pardos e indígenas, recebem uma pontuação extra no vestibular. Segundo Kleinke, a Unicamp conta com cerca de 30% de alunos egressos de colégios públicos.

O presidente da Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Carlos Maneschy, acredita que as determinações não deverão interferir em outras instituições de ensino público e particular. “Não acho que a concorrência alterará a realidade das universidades municipais, estaduais e particulares. O aluno não deixará de prestar o vestibular por causa disso”, prevê.
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