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postado em 05/10/2012 17:43

Anna Beatriz Lisbôa

A nova lei de cotas exigirá das instituições federais de ensino superior que já adotam algum tipo de reserva de vaga adaptações para atender às novas determinações. A Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, foi pioneira na implantação do sistema de cotas para negros, que, atualmente, destina 20% de cada curso para afrodescendentes e precisará rever a política destinada a atender esse grupo. A coordenadora do Movimento Negro Unificado do Distrito Federal, Jacira Silva, acredita que políticas públicas que visam a inclusão devem ser complementares. “A nova lei é um avanço por um lado, mas é preciso tomar cuidado para não se perder o que havia sido conquistado. Uma iniciativa não pode abafar a outra, mas deve melhorá-la.”
Bruno Peres/CB/D.A Press

Integrante do Coletivo Negro da UnB e aluna cotista de ciência política, Janaína Bittencourt, 23 anos, acredita que a nova legislação não prejudicará a evolução das ações de inclusão de alunos afrodescendentes nas universidades públicas. “A norma vai garantir que o aluno negro de escola pública consiga competir”, acredita. Para ela, a lei é abrangente, embora não beneficie o aluno negro de escolas particulares. “Acho que esse deficit é justificado pela dimensão do benefício. O nível de ensino das entidades privadas é melhor e o problema da rede pública envolve mais estudantes.”

A presidente do Conselho de Negras e Negros do Brasil no DF, Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva, acredita que a política de cotas sociais irá contribuir para ampliar o acesso dos afrodescendentes ao ensino superior. “A pobreza no Brasil tem cor: cerca de 75% de brasileiros em condições de extrema pobreza são negros e negras”, afirma Waldicéia. “Não adianta apenas um programa de cotas raciais. Nós apoiamos todas as iniciativas que signifiquem incluir negros na educação e no mercado de trabalho.”
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