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Aumenta a participação de negros e pardos no ensino superior

Mulheres, nordestinos e população de baixa renda também participam mais

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postado em 16/10/2012 19:10 / atualizado em 18/10/2012 09:57

Adauto Cruz/CB/D.A Press
A participação de negros e pardos no ensino superior no Brasil aumentou. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2011, divulgados nesta terça-feira (16/10), em 1997 eles representavam 4% das matrículas nessa etapa do ensino. No ano passado, esse percentual subiu para quase 20% dos que frequentam ou já concluíram a graduação.

Mesmo assim, o índice ainda é considerado baixo, já que negros e pardos representam mais de 50% da população brasileira segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Os negros e pardos já possuem representação nas universidades. Só que o índice é muito baixo. O objetivo, agora, é tornar a participação deles no nível superior proporcional à do Censo”, explicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante,.

O aumento é atribuído a fatores como a diminuição da população pobre nos últimos anos e as políticas de indução de crescimento educacional. É o caso do Programa Universidade para Todos (ProUni), do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Financiamento Estudantil (Fies) e dos programas de cotas raciais existentes em algumas instituições.

Cotas sociais

O anúncio do aumento no número de pretos e pardos matriculados no ensino superior ocorre um dia após a publicação do decreto que regulamenta a Lei de Cotas Sociais (Lei nº 12.711), que define a destinação de 50% das vagas de universidades federais a alunos da rede publica até 2016. Já nas próximas seleções as instituições vão ter de oferecer 12,5% das vagas a esse público.

“O desafio é colocar excelentes estudantes da rede pública nas melhores universidades do país”, sustentou o ministro ao defender o crescimento da participação universitária de grupos como a população mais pobre do Brasil. “O país não pode aceitar esses números, é fundamental que a gente acelere esse processo”, concluiu.

Mulheres e nordestinos
De acordo com os dados divulgados pelo MEC, a participação de mulheres, pessoas de baixa renda e nordestinos nas universidades também aumentou. Esses segmentos juntos somam mais de 55% da população universitária entre 18 e 24 anos (3,85 milhões de estudantes).

Os 20% da população de menor renda do país estão representados por 4% da população universitária jovem. Apesar de ser pequena, a participação desse segmento no nível superior aumentou mais de oito vezes desde 1997, quando representava 0,5%.

O número de mulheres também aumentou dentro das universidades: de 1997 para 2011, o crescimento foi de 12,6%. Abaixo disso estão os representantes do norte e nordeste brasileiros. Em 14 anos, os índices foram de 3,6% e 3,4%, respectivamente, para 11,9% nas duas regiões, caracterizando uma média de aumento de 8,4%.

Regiões
Já nas outras regiões do país, o maior aumento no número de universitários de 18 a 24 anos que frequentam ou já concluíram o ensino superior de graduação ficou com o centro-oeste: 23,9% dos estudantes. Crescimento de 16,6% comparativamente ao ano de 1997.

No sul, o aumento foi de 22,1% e no sudeste, 20,1%. O crescimento desde 1997 nas duas regiões ficou em 13% e 10,8%, respecivamente.

Mais matrículas
Os dados também mostram que o número de matrículas no ensino superior aumentou 5,7% entre 2010 e 2011. Ao todo, o Brasil tem quase 7 milhões de alunos estudando em cursos de nível superior — entre graduação, pós-graduação, cursos sequenciais e de formação específica. O Censo mostrou ainda que, nesse mesmo período, as matrículas da rede pública cresceram 7,9%, enquanto na rede privada o aumento foi de 4,8%.

 

 

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