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Lei de Cotas Sociais obriga escola pública a investir em modernização

À espera de possível migração de alunos de colégios particulares em busca do novo sistema de ingresso na UnB, a Secretaria de Educação adota medidas para alcançar o nível das instituições privadas

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postado em 17/10/2012 06:54 / atualizado em 17/10/2012 13:29

Manoela Alcântara

As escolas públicas do Distrito Federal, responsáveis pela formação de pelo menos 12,5% dos próximos estudantes a ingressarem na Universidade de Brasília (UnB), têm um longo caminho a percorrer para alcançar a qualidade do ensino na rede privada. No último levantamento divulgado a partir das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a melhor instituição mantida pelo GDF, o Setor Oeste, aparece apenas na 54ª posição do ranking geral. As públicas com a melhor colocação — Colégio Militar e Dom Pedro II, mantidos, respectivamente, pelo Ministério da Defesa e pelo Corpo de Bombeiros — alcançaram resultados mais altos. A primeira ficou em 16º lugar, e a segunda, em 21º.

	Breno Fortes/CB/D.A Press


A diferença nas notas também é considerável. Enquanto o Olimpo, primeira escola privada da lista, alcançou média de 710,23, o Setor Oeste chegou a 591,55. Mesmo assim, com a instituição das cotas sociais, existe a possibilidade de alguns alunos migrarem dos colégios particulares para os do governo na esperança de terem mais chances de aprovação. As opiniões sobre o tema se dividem. A Secretaria de Educação se prepara para um possível aumento na procura, mas as privadas não temem uma evasão.

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Divergência

O estudante do 3º ano do Colégio Rogacionista, no Guará, Henrique de Magalhães Oliveira, 17 anos, se sente lesado com a nova lei. É contra a inclusão de cotas sociais na UnB. Para ele, o processo pode tirar vagas de muitos estudantes preparados. “É só o começo. No ano que vem, serão 25%, até chegar a 50%. Muita gente que se esforça para tirar uma nota boa pelo sistema universal, perderá vagas para aqueles com média menor no sistema de cotas”, reclamou.

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