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UFMG decide suspender atendimento em bandejão do câmpus após protestos

Alunos, há três semanas, fazem a refeição e saem pagar. O protesto é por causa do aumento do preço do almoço do Restaurante Universitário Setorial II

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postado em 18/10/2012 17:22

Estado de Minas

 

Por dia, são servidas aproximadamente 6 mil refeições no restaurante (Beto Novaes/EM/D.A.Press) 
Por dia, são servidas aproximadamente 6 mil refeições no restaurante

Há três semanas, estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fazem uma manifestação contra o aumento dos preços do Restaurante Universitário Setorial II, no Câmpus Pampulha. Os alunos decidiram fazer as refeições e não pagar por elas. Diante do prejuízo causado pela ação, a reitoria da UFMG decidiu nesta quinta-feira fechar, temporariamente, o atendimento no estabelecimento.
O protesto dos estudantes ocorre por causa do aumento no preço do almoço oferecido no Restaurante Universitário (RU), que é administrado pela Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump). Recentemente foi anunciado o reajuste para R$ 4,15 no valor da refeição vendida aos alunos, o que representa um aumento de 66% em relação ao preço antigo (R$ 2,50). Diante dessa situação, os alunos estavam frequentando o local e saíam sem pagar. Eles pulavam as catracas e incentivavam outras pessoas a fazer o mesmo.

A UFMG afirma que os preços foram reajustados através da decisão do Conselho Universitário e que os valores não eram alterados há mais de sete anos. Em nota, a universidade informou que mesmo com a manifestação dos estudantes, deixou o restaurante aberto "em respeito a todos os usuários que frequentam diariamente esse RU". Porém, diante da insistência do protesto, teve de tomar tais atitudes. "A insistência dos supramencionados manifestantes em manter o procedimento,
a situação tornou-se insustentável, tanto pelos prejuízos financeiros dela decorrentes quanto pelo desconforto causado à comunidade universitária em geral", informou em nota.

O estudante de Ciências Biológicas, Daniel Lages Wardil, que participa da manifestação, diz que a atitude da UFMG foi enérgica. "Estamos fazendo um protesto pacífico há três semanas e eles decidem suspender o atendimento. Acho uma postura absurda da reitoria, que não negocia com os estudantes. Tem muitas pessoas que dependem do bandejão", afirmou. Segundo ele, o grupo deve se reunir ainda na tarde desta quinta-feira para decidir os próximos passos do movimento.

Em nota, a Reitoria da UFMG e a Diretoria da FUMP reafirmam que mantêm abertos os canais de diálogo com a Representação Estudantil desta Universidade.

6 mil refeições diárias

Por dia, o único restaurante universitário do câmpus Pampulha oferece 6 mil refeições por dia, entre café da manhã, almoço e jantar. A UFMG mantém outros três bandejões no câmpus Saúde e na Faculdade de Direito, na Região Central de BH, e em Montes Claros, no Norte de Minas, totalizando 9,2 mil refeições diárias.

Com os preços reajustados, os estudantes carentes, assistidos pela Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump), passaram a pagar R$ 1 pelo serviço, antes pagavam R$ 0,75. Os alunos da UFMG que pagavam R$ 2,50, agora têm de desembosar R$ 4,15, assim comos os professores e funcionários. Já o preço para os visitantes passou de R$ 7 para R$ 8.



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