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Veteranos recebem calouros com trote

Diferentemente de semestres anteriores, a recepção aos 3,9 mil calouros na UnB limitou-se a cabelos raspados e a pintura de corpos, mas houve um furto a veículo no estacionamento. Confira os vídeos

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postado em 30/10/2012 13:16 / atualizado em 30/10/2012 14:15

Ana Pompeu

Marcelo Ferreira
A Universidade de Brasília deu início às aulas do segundo semestre de 2012 ontem. Os estudantes voltaram aos câmpus para as primeiras aulas do período depois de 18 dias de férias. No geral, o retorno foi tranquilo, exceto por um furto de cerca de 20 mochilas de dentro de um carro pertencente a umaluno de engenharia de rede. O trote, ao contrário dos anos anteriores, limitou-se à pintura dos corpos com tinta.

Pouco antes das 10h, alguns estudantes do 2° semestre do curso de engenharia de rede aguardaram os novatos na saída da aula e deram início ao trote, no prédio do Instituto Central de Ciências (ICC) Sul. As mochilas foram levadas de um C3 cinza, arrombado próximo à Faculdade de Tecnologia, para onde os estudantes foram levados. Os bandidos quebraram uma janela e levaram os pertences dos universitários.

No primeiro momento, alguns deles chegaram a achar que o sumiço do material ainda fazia parte da brincadeira, como foi o caso de Isabela Fernandes, 18 anos. “Achei que ainda era o trote, mas quando vi o vidro quebrado, percebi que era verdade”, conta a estudante. Na mochila dela, tinha celular, dinheiro, materiais que ela havia comprado no fim de semana para o início das aulas, documentos. “Já liguei para cancelar os cartões. Um belo primeiro dia de aula”, lamentou Isabela.

Raphael Pires de Melo, 18 anos, ficou preocupado com o fato de os documentos e as chaves do carro dele estarem na mochila. “Para um primeiro dia, foi bem pesado”, afirma. Mãe dele, a servidora pública Chani Pires de Melo, 47 anos, saiu do trabalho e foi até a UnB tentar resolver a situação. “Estou indignada. O trote me preocupa muito e, de uma forma ou de outra, sempre tem uma consequência negativa, como teve agora”, afirma.

Em relação à segurança, o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade, Davi Brito, afirma que a entidade está em contato com a Secretaria de Segurança para a criação de um batalhão universitário. “O problema de segurança da universidade existe há mais de uma década. Com certeza, o crime mais comum é o furto em interior de veíulos, mas o mais grave são os estupros”, avalia Brito. De acordo com ele, a ideia está em fase de negociação entre a secretaria, o DCE e o Decanato de Assuntos Comunitários.

Quando o assunto é trote, o coordenador-geral do DCE, Otávio Torres, é enfático. “Aceitamos quando ele é receptivo e respeitoso”, explica. No Câmpus Darcy Ribeiro, poucos cursos realizaram trotes na manhã de ontem em recepção aos 3.903 novatos.

Carolina Farias, 17 anos, é caloura de relações internacionais e recebeu um pré-trote. “Nós fomos pintados, mas só teve uma apresentação. Os veteranos passaram até um termo de conscientização, dizendo que só participa quem quer”, afirma. Rodrigo de Souza, 17 anos, começou o curso de administração. Teve parte do cabelo raspado e pintado de rosa, além do corpo sujo de tinta. “Passaram nas salas avisando que a participação era livre”, afirma.

 

Confira os vídeos dos trotes no primeiro dia de aula





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