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Falhas Técnicas

Alunos inseguros na Unip

Estudantes voltam às aulas e Defesa Civil orienta universidade a fazer vistoria em todos os blocos da instituição de ensino superior

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postado em 14/11/2012 08:00 / atualizado em 13/11/2012 10:56

As aulas voltaram normalmente na Universidade Paulista (Unip) um dia após o incidente que provocou a suspensão do concurso público do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região. Em duas salas de blocos diferentes do câmpus, parte do piso deslocou. Depois de um forte barulho, a cerâmica ficou em formato de pirâmide, como algumas testemunhas descreveram.

Desesperado, o candidato Frederico Made Vellasco, 23 anos, jogou-se pela janela do primeiro andar. Ele ainda sente dores e está de repouso. Outras quatro pessoas passaram mal— entre elas, duas grávidas. As duas salas foram interditadas e as disciplinas, transferidas para outros prédios.

Na manhã de ontem, alguns estudantes da universidade chegaram para a aula receosos de que o episódio se repita, principalmente os frequentadores dos blocos A e I. “Eles deveriam ter parado as aulas até investigarem melhor o problema. Se chover de novo, o piso estufa em outro lugar”, alerta a aluna de direito Nájila Christinne Souza, 18 anos, representante de turma.

 

colega Thauanne Gracyele, 19 anos, reclamou quanto à posição tomada pela direção do curso, sediado no Bloco A. “O diretor passou nas salas dizendo que, como o tempo está instável, isso pode se repetir, mas que é para todos ficarem calmos e que nada de grave vai acontecer. Eles deviam tomar medidas para evitar o problema, não pedir para que fiquemos calmos”, disse.

Apesar de compreender que as pessoas tenham se assustado, Weberson Gomes Duarte, 18 anos, acredita que tenha sido um problema pontual. “Nunca aconteceu nada parecido. Tenho parentes que já estudaram aqui e também não viram nada assim”, lembra. Para ele, interditar as salas que registraram deslocamento da cerâmica é o bastante para garantir a segurança da comunidade escolar.

Luciana Antunes, 24 anos, concorda. “Pelo que ouvi falar, achei que tivesse ocorrido um desastre. Quando cheguei aqui, pareceu não ter sido nada tão sério”, declarou a estudante de administração. “Como o subsolo tem muita infiltração, achei que tivesse atingido mais áreas”, acrescentou.

A Unip recebeu a orientação da Defesa Civil de checar se há outros pontos com piso solto. “Em termos de estrutura e segurança, não existem problemas”, afirmou o subsecretário de Operações do órgão, Sérgio Bezerra.

A instituição, por sua vez, reafirmou, por meio de nota, que “a Unip Brasília lamenta o ocorrido e, a pedido da Defesa Civil, elaborará um laudo circunstanciado, por intermédio de perícia de engenharia, para apurar as causas do deslocamento do revestimento em cerâmica do piso”.

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