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Alunos da UnB protestam contra cobrança para uso do Beijódromo

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postado em 20/11/2012 13:29 / atualizado em 20/11/2012 17:14

Monique Renne/CB/D.A Press
Cerca de 30 alunos e professores da Universidade de Brasília (UnB) protestaram na manhã desta terça-feira (20/11) contra supostas cobranças para uso do Beijódromo. Os manifestantes alegam que está sendo cobrada uma taxa sempre que precisam usar o auditório do espaço, que pode ser ocupado por até 200 pessoas. Eles cantaram músicas e pintaram os rostos em protesto.

“Esse protesto é mais do que necessário. Essa privatização vai contra o espírito do próprio Darcy Ribeiro”, reclama a professora do curso de direito da UnB Alejandra Pascoal. Ela alugou o espaço para fazer um seminário e diz ter pago R$ 3 mil pelo aluguel espaço.

O presidente da Fundação Darcy Ribeiro, Paulo Ribeiro, nega a cobrança de taxas para uso do Beijódromo. “Não existe nenhuma cobrança pela utilização do espaço, apenas quando querem utilizar os nossos equipamentos nós cobramos a diária dos técnicos”, afirma. Ribeiro explica que os equipamentos são uma filmadora e a ilha de edição, mas diz que a diária é de aproximandamente R$ 200.

O Beijódromo da UnB foi inaugurado em 6 de dezembro de 2010 e batizado de Memorial Darcy Ribeiro, em homenagem ao fundador da universidade e idealizador do espaço. O prédio também abriga todo o acervo do antropólogo, que fica no primeiro andar. No local estão objetos como quadros, pinturas que pertenceram a Darcy Ribeiro, mas o acesso ao público não está liberado.

Segundo Paulo Ribeiro, o público só pôde visitar o acervo durante seis meses desde a abertura do Beijódromo. O local se encontra fechado, de acordo com o presidente, porque a UnB não liberou seguranças, bibliotecário e dois assistentes que seriam necessários.
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